sexta-feira, 26 de julho de 2013

La Folie

É tão louco exprimir uma verdade intempestiva como é imprudente ser de uma sabedoria deslocada, que não se sabe acomodar às coisas tal como elas são, nem obedece aos usos, esquecendo a lei do banquete:

"Bebei ou ide-vos embora!"

e exigindo que a comédia não seja comédia.
A verdadeira sabedoria consiste , visto que sois homens e mulheres, em não procurar saber mais do que aquilo que está na natureza dos homens e das mulheres, em se submeter de bom grado à opinião da multidão ou em deixar-se arrastar nos seus erros. Mas, direis, isso é uma completa loucura! Aceito, conquanto que concordeis que é assim que se representa a comédia da vida.

Elogio da Loucura

ERASMO


terça-feira, 23 de julho de 2013

Os MONOPÓLIOS



É curioso observar a posição da Apple, enquanto empresa monopolista, e a sua relação recente com os mercados financeiros. Sem grandes incentivos ao reinvestimento dos seus lucros, esta empresa acumulou ao longo dos anos 145 mil milhões de dólares. No entanto, no passado mês de Abril, a Apple decidiu endividar-se nos mercados com obrigações no valor de 17 mil milhões de dólares. Naquela que aparentemente foi a maior emissão de dívida de sempre de uma empresa privada, as taxas de juro variaram entre 0,5% nas obrigações a três anos e 3,8% a trinta anos.


Todavia, porque é que uma empresa se vai endividar se está a nadar em liquidez? A razão é bastante prosaica. Boa parte dos 145 mil milhões de dólares disponíveis foi ganha e está depositada fora dos EUA. O seu repatriamento implicaria o pagamento do imposto sobre lucros norte-americano (35%). Por outro lado, o juro pago nesta emissão de dívida será dedutível na factura fiscal da Apple, resultando aparentemente numa poupança de 100 milhões de dólares todos os anos. Este dinheiro angariado nos mercados não servirá para financiar novos investimentos (e emprego), mas sim para permitir uma maior distribuição de dividendos pelos accionistas e financiar um programa de recompra de acções cujo objectivo é elevar a sua cotação na Bolsa.

Conclusão, a Apple beneficia de uma posição no mercado que lhe permite focar-se na valorização financeira das suas acções em vez da sua actividade produtiva, foge descaradamente ao fisco do país que lhe deu as condições físicas e humanas para florescer e, não contente, financia os ganhos dos seus accionistas através de um subsídio implícito dos contribuintes norte-americanos graças às deduções fiscais.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

«Não podemos deixar, como dizia a Simone de Beauvoir, que os nossos carrascos nos criem maus costumes».


“Não podemos deixar que os nossos carrascos nos criem maus costumes”, mais ou menos isto: disse (citando Simone de Beauvoir) a presidente da Assembleia da República, a luxuosa reformada aos 40 anos.

Foi ontem ou anteontem e vem mesmo a calhar para a conversa do momento histórico.

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terça-feira, 25 de junho de 2013

Dumoc at Chocolate & Gengibre

Mas que combinação...
Art and Fashion


Um novo conceito de espaço, moda feminina, vestidos, túnicas... sapatos. malas e acessórios de moda convivem num espaço onde também pode ser aquirida

 arte

os inspirados e vibrantemente coloridos acrílicos de

 Dumoc

Tanto em Arte como em Fashion, podemos falar sobre como "descombinar" cores para criar "looks" atraentes, mas sem errar!
A dica mais preciosa é (des)combinar as cores que "conversam entre" si. 


E para saber quais as cores que conversam entre si Dumoc preparou um painel de cores, para que você entenda melhor.




Contrastantes: São as cores que estão opostas no círculo acima. A cor primária contrasta sempre com uma complemtar e vice versa, elas ajudam a se destacar e realçam-se uma á outra. Por exemplo: Usando uma jaqueta roxa com um sapato amarelo.

Análogas: Aquelas que estão lado a lado, que se originam da combinação das duas cores, combinando e dando uniformidade e harmonia ao look.

As grandes tendências da moda trazem consigo soluções inovadoras e a regra #1 consiste em inventar e "descombinar"


Hoje, neste nosso mundo (pós) moderno, existem diversas formas de compor um look de moda (á semelhança da pintura) para se obter harmonia e estilo próprio


E, para que isso aconteça, os elementos não precisam de se sujeitar mais à simetria.

Descombinar faz com que a personalidade ganhe movimento. E qual o segredo para fazer isso na medida certa? Em primeiro lugar, é preciso agradar aos olhos.

mas também é preciso tomar cuidado, para não deixar que os elementos confiram um aspecto pesado. Para começar, descombinar na composição dos padrões e cores é uma boa sujestão.
E aí a variação vai de acordo com o gosto da pessoa.

Com uma blusa lisa, usar calças ou saias com estampa ou tecidos texturizados. Pode-se apostar também no constraste de cores, como por exemplo numa saia verde em contraposição com uma blusa com padrão  de amarelos, azuis e ocres.

Descombinar pode ser também uma solução mais "sustentável". Na composição de um look jovem, é possível aproveitar peças antigas que já estariam sem uso e descombinar com outras modernas.
É só deixar a imaginação correr à solta.




Chocolate & Gengibre ® - Moda exclusivamente feminina em Campo de Ourique
Rua Coelho da Rocha Nº 85 1350-073 Lisboa, TEL:213 971 221


e-mail: loja@chocolateegengibre.pt


COMPRE ONLINE

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VISITE A GALERIA DE ARTE 


 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

SOLESTÍCIO DE VERÃO 2013

O Solstício de Verão de 2013 é hoje, embora aqui em Lisboa
não pareça (de maneira nenhuma) o ínicio do verão.
No hemisfério Norte, teremos a noite mais curta do ano
e a sombra dos objectos atinge o seu valor mínimo.
Para celebrar esta efeméride no âmbito do Ano Internacional do Planeta Terra 2013, instituições e público em geral vão repetir uma experiência realizada pela primeira vez há mais de dois milénios, por Eratóstenes (276 a. C – 194 a. C).


Analisando a sombra de objectos em dois lugares diferentes, ao meio dia, e juntando alguma matemática, Eratóstenes foi (assim) o primeiro a apresentar um valor para o raio da Terra.

como é aqui, simples e magistralmente explicado por Carl Sagan

*

Earth of sea and land and air
Lit into opportunistic life

By her mother star
Energy for you and me

 to burst into bloom

*

Tomorrow, the Sun will rise.
The Earth will revolve.
Life will adjust, compromise.
After the workday, we celebrate
potent evening light.



quarta-feira, 19 de junho de 2013

Dumoc at RUACANÁ

Ir ou não ir, não é mais a questão:

Irei certamente mais logo ao Ruacaná
Porque quem bem merece e deseja com fervor.

Tomar um café... ou mesmo um aromático chá
ou outra coisa que for

Pois é lá que nos conduz a vontade
quando enfim livres do tumulto do labor
procuramos uma calma uma alegria uma amizade



e no repouso da esplanada, uma conversa ao fim da tarde
com amigos, amena, inspirada da vida nos trás mais sabor.


Todo o bairro possui seus signos, os seu símbolos, e os seus cafés.
Campo de Ourique elegeu o café Ruacaná,
há mais de 50 anos, para sua tertúlia 
 
e Dumoc fez dele o seu estandarte,
o seu manancial de exposição

 à critica dos navegantes da galáxia da bica e do pão de leite,
 pontuais, diários, galhofeiros na sua rotina,


desfralda com regularidade
seu abstracto trabalho

pois se um homem é aquilo que viu,
também em parte é,
 o café que bebe...
...e os lugares que frequenta.

Café Bar Ruacaná, Lda


Rua Almeida e Sousa nº 31 A/B
1350-008 LISBOA
Telefone: 213 971 420


VISITE A ART GALLERY


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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Dumoc at bufett 4.99

Um Restaurante...Muitos Bufetts!


O Bufett 4.99 é a nova resposta para aqueles
que procuram uma alternativa economica e exigente
em ambiente luminoso e muito agradável onde durante
uma refeição também pode apreciar a deliciosa
 pintura abstracta de Dumoc


experiências da visão do espaço infinito
 observado através das janelas
das carruagens de comboios,
 dos aviões, dos navios, das naves...

Se um homem é aquilo que come
um homem também é aquilo que viu.


BUFETTT altera TODOS os dias as ementas.
São servidos essêncialmente almoços,
onde pode escolher uma diversidade de
 Entradas, Sopas, Saladas
 e claro,
Pratos Principais de Peixe, de Carne e também Dietas

BUFETT 4.99 abre  para grupos durante o Fim-de-Semana
também abre à noite para Jantares
 basta reservar
Tudo a 4,99 € durante a semana (*)

(*) Bebidas e Sobremesas à parte...mas com um preço tão simpático!!

e a Arte Abstracta do famoso artista plástico DUMOC
 acrílicos sobre papel de 180g com moldura 3D

...com um preço para abrir o apetite.


Dumoc e o Bufett 499.team desejam a todos um bom Apetite!








quinta-feira, 13 de junho de 2013

THE OVERVIEW EFFECT

Coisas algo estranhas acontecem aos astronautas quando regressam depois de terem contemplado a nossa bela bola azul - A TERRA - do espaço



The Overview Effect — Space Exploration and Human Evolution (Houghton-Mifflin, 1987)

O efeito geral é uma mudança cognitiva na consciência relatado por alguns astronautas e cosmonautas durante o voo espacial, muitas vezes durante a visualização da Terra em órbita ou a partir da superfície lunar.Refere-se à experiência de ver em primeira mão a realidade da Terra vista do espaço, que é imediatamente entendida como uma minúscula bola frágil que alberga a vida, pendurado no vazio, protegida e alimentada por uma fina camada de atmosfera. Do espaço, os astronautas dizem-nos que as fronteiras nacionais desaparecem, os conflitos que dividem as pessoas tornam-se menos importantes, e a necessidade de se criar uma sociedade planetária de  Estados com a finalidade de de proteger este "frágil ponto azul" torna-se óbvia e fundamental .

Observações feitas por terceiros a esses indivíduos relatam uma diferença notável na sua atitude. Os astronautas Rusty Schweikart , Edgar Mitchell, Tom Jones, Chris Hadfield  e Mike Massimino, todos eles relataram que experimentaram o efeito.

O termo e o conceito foi cunhado em 1987 por Frank White, que os explicou no seu livro The Overview Effect — Space Exploration and Human Evolution (Houghton-Mifflin, 1987), (AIAA, 1998).

Ao ver pela primeira vez o nosso planeta por inteiro, do espaço, e a compreensão de que tudo, absolutamente tudo, o que nasceu e morreu, tuda a História, toda a evolução todas as invenções, criações, arte guerras... teve lugar nessa linda esfera azul, autentico oasis a flotuar no vazio e ao mesmo tempo tão frágil, dá-se uma subita revelação, junta-se a peça do puzzle que faltava para ter a resposta. Dá-se uma epifania.

Uma noite (ou muitas) passada a olhar as estrelas (stargazing) com boa visibilidade e de preferência com uns bons binóculos (ou mesmo uma ida ao Planetário) na companhia de quem possa ensinar alguma "coisinha" contribui em muito para o "despertar da mente".

Paradoxalmente agora que o homem alcançou a possibilidade técnica de modificar o seu futuro, também as multidões, maioritáriamente concentradas nas grandes metrópoles, perderam a capacidade de olhar as estrelas. Devido à poluição luminosa e ao facto de não terem tempo para NADA, a maioria só consegue ver a Lua, perdendo assim uma ligação milenar com o cosmos e os correspondentes sentimentos de beleza, exaltação, admiração, respeito...por ele induzidos.

Como a maior parte de nós nunca poderá ir ao espaço, ver o Planeta Mãe como um todo, sentir a imponderabilidade a actuar sobre o corpo, sugiro como alternativa:

1º Mergulhar em águas marinhas calmas, limpidas e com uma temperatura agradável que permita a não utilização dum fato de mergulho. A ausência de peso é uma sensação fora do normal que nos ajuda a "voar" a alteração dos sons debaixo de água como que nos transporta para outra dimensão, e o contacto com a água no corpo (daí a importância da temperatura) aliados aos efeitos da luz solar a reverberar no meio aquático provocam uma sensação de experiência quase "extra-planetária".

2º Subir a picos montanhosos acima dos 3000m (onde já não existe práticamente vida) e escutar o silêncio (por vezes o bater do próprio coração é o único som) e olhar o horizonte. ver o sol (e os astros) a rodarem na sua "coreografia" cósmica...

Dumoc
“Child” of the Universe in the Earth year 2013

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domingo, 9 de junho de 2013

We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic

Foxygen

Sam France e Jonathan Rado são a dupla por trás dos Foxygen,
um projeto californiano, natural de Weslake Village, nos arredores
de Los Angeles, USA, apaixonados pela sonoridade pop e psicadélica dos 60's e 70's

Na estreia, com Take the Kids Off Broadway, (disco gravado em 2011, mas apenas editado no ano seguinte) os Foxygen procuraram a simbiose de sonoridades que devem muito a nomes tão fundamentais como David Bowie, The Kinks, Velvet Underground, The Beatles e Rolling Stones.
 

Agora, com uma melhor produção e maior coesão, o sucessor, We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic, disco produzido por Richard Swift e lançado no início deste ano com o selo Jagjaguwar,
traz o mesmo horizonte vasto de referências e as inspirações da estreia, mas trabalhadas de forma ainda mais abrangente e eficaz.

MARAVILHOSO DISCO

A audição de We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic, impressiona desde logo por em apenas nove músicas e pouco mais de trinta e seis minutos abarcar uma vasta rede de influências sonoras que, em comparação com a estreia, também abrangem agora a folk e o rock dos anos setenta, indo muito ao encontro do que actualmente faz um cruzamento dos compatriotas MGMT e The Black Keys com os australianos Tame Impala e os Unknown Mortal Orchestra.
In The Darkness abre o álbum e recorda logo, em apenas dois minutos e com o piano e a percussão, os The Beatles da fase Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e mostra também as características camaleónicas dos voz de Sam e os seus belos agudos, às vezes sintetizados. Em apenas dois minutos, a canção traz a sonoridade psicadélica dos 60's que estará presente em grande parte do disco.
De seguida,
No Destruction, (é a minha favorita) 




mantém a toada revivalista, com um travo folk, numa canção que funde Bob Dylan e Stones e fala do amor e de alguns absurdos que às vezes estão implícitos a esse sentimento.

On Blue Mountain é a canção que melhor mostra as diversas mudanças que o grupo consegue criar dentro da mesma composição.
A introdução de quase um minuto tem um tom sexy, acompanhado de um órgão e uma percussão muito subtil. Quando o baixo pulsante entra, a canção começa a tomar um rumo mais rock e sensual, atingindo o auge numa aceleração estilo The Black Keys, que é novamente interrompida pela toada anterior, uma espécie de coito interrompido mas que não impede o regresso aos preliminares.


San Francisco

tem o melhor refrão de We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic, uma balada que obedece à sonoridade pop dos anos sessenta e Bowling Trophies tem um experimentalismo instrumental que se aproxima do blues marcado pelo piano e pelas guitarras, além dos metais e de alguns ruídos que assentam muito bem na canção.

O primeiro single retirado de We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic foi Shuggie, outra canção com várias nuances, um refrão soul e um início pouco usual feito à base de sintetizadores e com um timbre bem estranho.Oh Yeah é groove e funky e leva-nos de volta ao camaleão dos anos setenta e só no tema homónimo é que reaparece a toada lo fi que se ouviu no disco de estreia dos Foxygen, por sinal de mãos dadas com o momento mais rock do álbum, feito de imensas guitarras e novamente de vários instantes sonoros diferentes sobrepostos.We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic termina com a hipnóticaOh No 2,


 canção com uma belíssima melodia que nos remete para os Pink Floyd.

We Are The 21st Century Ambassadors Of Peace & Magic é um ensaio de assimilação de heranças, como se da soma que faz o seu alinhamento nascesse um mapa genético que define o universo que motiva os Foxygen.

É um impressionante passo em frente quando comparado com Take the Kids Off Broadway é um disco vintage, fruto do psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, com as suas visões de uma pop caleidoscópia e o seu sentido de liberdade e prazer juvenil.

Suficientemente actual, exatamente por experimentar tantas referências do passado. Espero que aprecies a sugestão...