domingo, 5 de dezembro de 2010

Are we living in the end times?

Slavoj Zizek, the philosopher and cultural critic, on the collapse of society and the failure of capitalism.

Segundo o conceituado filósofo Slavoj Zizek, o sistema capitalista está a empurrar todos nós na direcção dum apocalíptico extermínio.
 

“…nunca nos devemos esquecer que neo-liberalismo, não é uma prática económica é uma ideologia, os países que se proclamam pró liberal estão todos a infringir as regras.

Nos Países Escandinavos, de longe os mais igualitários do mundo, onde o usual fosso entre o salário mais alto e o mais baixo nas companhias é de 4 para 1 e onde ainda se tem os melhores serviços de cuidados médicos e segurança social do mundo, 


e aí vem a surpresa, 

ao mesmo tempo estes países estão no topo da competitividade do mercado, logo a seguir de Singapura e Hong-Kong, o que é uma prova clara e empírica que um espírito igualitário, segurança social, cuidados médicos, etc.


 não põe em perigo, necessariamente a competitividade.” 

aos 20:00


O Ocidente e a resposta neo liberal está em negação!

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domingo, 28 de novembro de 2010

MARGARET MEAD: das tribos primitivas à revolução sexual feminina

publicado em recortes por João Lobato em 23 nov 2010

Quem iria imaginar que uma das maiores influências para a revolução sexual feminina estava escondida nas pacatas tribos primitivas do Pacífico Sul? O dedo pode ser apontado a Margaret Mead, uma aventureira cujos estudos antropológicos, na primeira metade do século passado, iriam minar a idílica imagem da família tradicional do Ocidente.



Nascida em 1901, nos EUA, a vida atribulada de Mead passou por três casamentos, seguidos dos respectivos divórcios, e por dois casos amorosos com mulheres. Para uma sociedade americana que até aos anos 60 do século passado era bastante conservadora, a sua vida privada constituía um verdadeiro escândalo.

Mas desde cedo Mead se revelou uma rapariga incomum. Não só se apaixonou pela antropologia, como decidiu, aos 22 anos, ir viver para a Samoa Americana (no Pacífico Sul), para aí realizar vários estudos de campo. Não foi de admirar que muitos homens se interrogassem sobre o que fazia uma jovem mulher branca no meio de uma horda de bárbaros, em vez de estar em casa a cozinhar para o marido.

A resposta cai como um relâmpago em 1928, quando a antropóloga regressa ao Ocidente para escrever um dos mais polémicos (e vendidos) livros da época: Adolescência, sexo e cultura em Samoa.

Na sua obra revolucionária, a antropóloga faz tiro ao alvo com a ideia preconcebida de que os problemas que nos angustiam na juventude se devem à natureza da adolescência. Ao analisar algumas aldeias tribais, constata, com grande espanto, que a passagem da infância à adolescência era aí feita com absoluta tranquilidade, sem traços da angústia ou confusão tão típicas no Ocidente. Conclusão: esqueçam as borbulhas na cara, afinal os problemas da adolescência tinham uma origem nas exigências e expectativas culturais da sociedade.


A polémica estala quando Mead vai ainda mais longe e descreve a forma como as jovens mulheres samoanas tinham o hábito de adiar o casamento por muitos anos, de modo a desfrutarem do sexo ocasional. Só depois de se casarem é que assentavam e tinham filhos.

Este retrato radical da sexualidade feminina teve o condão de revirar o estômago a muitos leitores (tal como a alguns colegas antropólogos), os quais não perderam tempo a qualificar a obra como um mero “livro de sexo”, acusando a autora de ter uma mentalidade “suja”.

Indiferente às críticas e ansiosa por mais peripécias capazes de fazer estalar o verniz do socialmente correcto, a investigadora americana contornou de novo o globo e instalou-se na Nova Guiné. Sem o saber, estava a preparar uma nova bomba antropológica, desta vez para implodir o orgulho masculino.

Em 1935, publica o livro Sexo e temperamento em três sociedades primitivas, outro best-seller controverso. A questão agora espicaçada era: seriam as diferenças entre o homem e a mulher meramente biológicas? Depois de ter estudado e analisado três tribos primitivas, culturalmente diferentes, a resposta científica redundou num atónito não.

Na primeira tribo analisada, Mead verificou que tanto os homens como as mulheres eram de temperamento pacífico. Por contraste, na segunda tribo os dois géneros já tinham uma atitude guerreira.

E eis que, na terceira e última, constatou-se o caso mais curioso: os homens passavam a maior parte do tempo a ornamentarem-se para ficarem bonitos, perdendo tempo com futilidades, enquanto as mulheres trabalhavam arduamente e eram práticas – o completo oposto do que era comum ocorrer em princípios do século XX, no mundo ocidental.

Perante este e outros factos, Mead foi pioneira ao propor que as características masculinas e femininas reflectiam as influências culturais e sociais, não se limitando às diferenças biológicas.

A formidável visão de superioridade que os homens tinham de si caía, assim, no maior dos ridículos, enquanto o feminismo ganhava um importante balão de oxigénio.

Em 1978, já uma figura super-mediatizada e aplaudida como uma das maiores antropologistas de sempre, acabou por falecer. Atrás de si deixa um legado repleto de argumentos científicos que iriam apoiar as revoluções sexuais e culturais dos anos 60. A forma de encarar a diferença de género não voltaria a ser a mesma… e os pais mais conservadores ganharam razões para ter maiores dores de cabeça em relação aos filhos.

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sábado, 27 de novembro de 2010

Carlos Bica um Músico Genial

Hoje Carlos Bica, João Paulo e Mário Delgado, que formam o projecto Matéria-Prima, Deram um Concerto Fantástico e à Borlex Na FNAC Chiado.
Uma Centena de felizardos, poderam deleitar-se ao som do mais genial músico Português da actualidade.
Os temas de uma originalidade surpreendente, contagiam no ritmo, elevam-nos na beleza, transportam-nos numa alegria, espicaçam-nos com a inovação e divertem-nos com  ironia e boa disposição.
Carlos Bica atravessa um momento particularmente feliz de criatividade e presenteou a audiência com autenticas pérolas.
Clique no link para comprovar o que acabo de afirmar.



DC - album MATÉRIA PRIMA



sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Percepção

Os Outros nem sempre nos vêm como nós nos vimos a nós própios.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Recibos Verdes




Pedro Passos Coelho não é "loira"
é distraída


Passos Coelho, que dirige um Governo que insiste em manter este regime e ainda o piorou nos últimos anos, confessa agora que também não o compreende.

Ainda assim, exige que precários com baixos rendimentos façam tudo o que ele não fez: que entendam as regras e que as cumpram, sob pena de severas consequências.

É esta a estranha moral de um primeiro-ministro, que decreta um suposto rigor para quem está em dificuldades, mas reserva para si todas as facilidades.

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sábado, 4 de setembro de 2010

NASA quer entrar na atmosfera do Sol

o sonho de Ícaro, que era o de chegar à origem (o Sol era uma divindade na antiguidade) que proporciou a base existencial do sistema que mais tarde permitiu o suporte da vida e da sua evolução até ao estado de consciência actual que permite esta exploração espacial, vai ser realidade!Que longo caminho foi percorrido, podemos chegar tão lonje porque caminhamos nos ombros dos gigantes que nos precederam e desbravaram caminho para nós. Se ao menos podessemos (e soubessemos) gerir o nosso planeta e as sociedades tão eficazmente como o fazemos com o conhecimento que vamos adquirindo...
http://www.publico.pt/Ciências/nasa-quer-entrar-na-atmosfera-do-sol_1454338#Comentarios

domingo, 8 de agosto de 2010

O Raio Verde

Em certos Por do Sol, quando não há nuvens e se consegue ter uma vista nítida da linha do horizonte a Oeste, talvez consiga ver um estranho, raro e inspirador efeito "pirotécnico".

No preciso momento que a ultima porção do arco superior do disco solar toca a linha do horizonte, os comprimentos de onda mais longos da luz solar, os Vermelhos, já se "puseram" e a maioria dos comprimentos de onda da luz, os Laranjas e os Amarelos são absorvidos pela atmosfera.
Se também acontecer que haja camadas invertidas de ar morno e frio por cima suficientes para produzirem alguma turbulência, isso irá dispersar para cima os comprimentos de onda mais curtos da luz, os Azuis, Índigo e Violeta, ficando somente o comprimento de onda VERDE.


Produzindo um vivo e deslumbrante Flash de luz verde.


Pestaneje e perdê-lo-á
Veja-o e sentir-se-á inspirado e transformado.







"À beira-mar, quando o sol cai no poente 

(como um gladiador ensanguentado 

que tomba envolto no reflexo ardente 

de um velário de púrpura e brocado) 

emite um raio verde, - adeus alado, 

lucilação final de um fogo ingente. 

Sombras depois... E enfim, no céu magoado 

abre seu pálio a Noite, lentamente... 

Este livrinho - em pôr-do-sol tristonho, 

sem o doirado rosicler da Esp'rança 

nem a bruma eucarística do Sonho - 

e o RAIO VERDE que o meu estro lança 

- pequenina esmeralda que eu deponho 

nas pequeninas mãos de uma criança..."

O Raio Verde, Campo Monteiro

(-últimos versos-) 1933