quarta-feira, 19 de junho de 2013

Dumoc at RUACANÁ

Ir ou não ir, não é mais a questão:

Irei certamente mais logo ao Ruacaná
Porque quem bem merece e deseja com fervor.

Tomar um café... ou mesmo um aromático chá
ou outra coisa que for

Pois é lá que nos conduz a vontade
quando enfim livres do tumulto do labor
procuramos uma calma uma alegria uma amizade



e no repouso da esplanada, uma conversa ao fim da tarde
com amigos, amena, inspirada da vida nos trás mais sabor.


Todo o bairro possui seus signos, os seu símbolos, e os seus cafés.
Campo de Ourique elegeu o café Ruacaná,
há mais de 50 anos, para sua tertúlia 
 
e Dumoc fez dele o seu estandarte,
o seu manancial de exposição

 à critica dos navegantes da galáxia da bica e do pão de leite,
 pontuais, diários, galhofeiros na sua rotina,


desfralda com regularidade
seu abstracto trabalho

pois se um homem é aquilo que viu,
também em parte é,
 o café que bebe...
...e os lugares que frequenta.

Café Bar Ruacaná, Lda


Rua Almeida e Sousa nº 31 A/B
1350-008 LISBOA
Telefone: 213 971 420


VISITE A ART GALLERY


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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Dumoc at bufett 4.99

Um Restaurante...Muitos Bufetts!


O Bufett 4.99 é a nova resposta para aqueles
que procuram uma alternativa economica e exigente
em ambiente luminoso e muito agradável onde durante
uma refeição também pode apreciar a deliciosa
 pintura abstracta de Dumoc


experiências da visão do espaço infinito
 observado através das janelas
das carruagens de comboios,
 dos aviões, dos navios, das naves...

Se um homem é aquilo que come
um homem também é aquilo que viu.


BUFETTT altera TODOS os dias as ementas.
São servidos essêncialmente almoços,
onde pode escolher uma diversidade de
 Entradas, Sopas, Saladas
 e claro,
Pratos Principais de Peixe, de Carne e também Dietas

BUFETT 4.99 abre  para grupos durante o Fim-de-Semana
também abre à noite para Jantares
 basta reservar
Tudo a 4,99 € durante a semana (*)

(*) Bebidas e Sobremesas à parte...mas com um preço tão simpático!!

e a Arte Abstracta do famoso artista plástico DUMOC
 acrílicos sobre papel de 180g com moldura 3D

...com um preço para abrir o apetite.


Dumoc e o Bufett 499.team desejam a todos um bom Apetite!








quinta-feira, 13 de junho de 2013

THE OVERVIEW EFFECT

Coisas algo estranhas acontecem aos astronautas quando regressam depois de terem contemplado a nossa bela bola azul - A TERRA - do espaço



The Overview Effect — Space Exploration and Human Evolution (Houghton-Mifflin, 1987)

O efeito geral é uma mudança cognitiva na consciência relatado por alguns astronautas e cosmonautas durante o voo espacial, muitas vezes durante a visualização da Terra em órbita ou a partir da superfície lunar.Refere-se à experiência de ver em primeira mão a realidade da Terra vista do espaço, que é imediatamente entendida como uma minúscula bola frágil que alberga a vida, pendurado no vazio, protegida e alimentada por uma fina camada de atmosfera. Do espaço, os astronautas dizem-nos que as fronteiras nacionais desaparecem, os conflitos que dividem as pessoas tornam-se menos importantes, e a necessidade de se criar uma sociedade planetária de  Estados com a finalidade de de proteger este "frágil ponto azul" torna-se óbvia e fundamental .

Observações feitas por terceiros a esses indivíduos relatam uma diferença notável na sua atitude. Os astronautas Rusty Schweikart , Edgar Mitchell, Tom Jones, Chris Hadfield  e Mike Massimino, todos eles relataram que experimentaram o efeito.

O termo e o conceito foi cunhado em 1987 por Frank White, que os explicou no seu livro The Overview Effect — Space Exploration and Human Evolution (Houghton-Mifflin, 1987), (AIAA, 1998).

Ao ver pela primeira vez o nosso planeta por inteiro, do espaço, e a compreensão de que tudo, absolutamente tudo, o que nasceu e morreu, tuda a História, toda a evolução todas as invenções, criações, arte guerras... teve lugar nessa linda esfera azul, autentico oasis a flotuar no vazio e ao mesmo tempo tão frágil, dá-se uma subita revelação, junta-se a peça do puzzle que faltava para ter a resposta. Dá-se uma epifania.

Uma noite (ou muitas) passada a olhar as estrelas (stargazing) com boa visibilidade e de preferência com uns bons binóculos (ou mesmo uma ida ao Planetário) na companhia de quem possa ensinar alguma "coisinha" contribui em muito para o "despertar da mente".

Paradoxalmente agora que o homem alcançou a possibilidade técnica de modificar o seu futuro, também as multidões, maioritáriamente concentradas nas grandes metrópoles, perderam a capacidade de olhar as estrelas. Devido à poluição luminosa e ao facto de não terem tempo para NADA, a maioria só consegue ver a Lua, perdendo assim uma ligação milenar com o cosmos e os correspondentes sentimentos de beleza, exaltação, admiração, respeito...por ele induzidos.

Como a maior parte de nós nunca poderá ir ao espaço, ver o Planeta Mãe como um todo, sentir a imponderabilidade a actuar sobre o corpo, sugiro como alternativa:

1º Mergulhar em águas marinhas calmas, limpidas e com uma temperatura agradável que permita a não utilização dum fato de mergulho. A ausência de peso é uma sensação fora do normal que nos ajuda a "voar" a alteração dos sons debaixo de água como que nos transporta para outra dimensão, e o contacto com a água no corpo (daí a importância da temperatura) aliados aos efeitos da luz solar a reverberar no meio aquático provocam uma sensação de experiência quase "extra-planetária".

2º Subir a picos montanhosos acima dos 3000m (onde já não existe práticamente vida) e escutar o silêncio (por vezes o bater do próprio coração é o único som) e olhar o horizonte. ver o sol (e os astros) a rodarem na sua "coreografia" cósmica...

Dumoc
“Child” of the Universe in the Earth year 2013

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domingo, 9 de junho de 2013

We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic

Foxygen

Sam France e Jonathan Rado são a dupla por trás dos Foxygen,
um projeto californiano, natural de Weslake Village, nos arredores
de Los Angeles, USA, apaixonados pela sonoridade pop e psicadélica dos 60's e 70's

Na estreia, com Take the Kids Off Broadway, (disco gravado em 2011, mas apenas editado no ano seguinte) os Foxygen procuraram a simbiose de sonoridades que devem muito a nomes tão fundamentais como David Bowie, The Kinks, Velvet Underground, The Beatles e Rolling Stones.
 

Agora, com uma melhor produção e maior coesão, o sucessor, We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic, disco produzido por Richard Swift e lançado no início deste ano com o selo Jagjaguwar,
traz o mesmo horizonte vasto de referências e as inspirações da estreia, mas trabalhadas de forma ainda mais abrangente e eficaz.

MARAVILHOSO DISCO

A audição de We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic, impressiona desde logo por em apenas nove músicas e pouco mais de trinta e seis minutos abarcar uma vasta rede de influências sonoras que, em comparação com a estreia, também abrangem agora a folk e o rock dos anos setenta, indo muito ao encontro do que actualmente faz um cruzamento dos compatriotas MGMT e The Black Keys com os australianos Tame Impala e os Unknown Mortal Orchestra.
In The Darkness abre o álbum e recorda logo, em apenas dois minutos e com o piano e a percussão, os The Beatles da fase Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e mostra também as características camaleónicas dos voz de Sam e os seus belos agudos, às vezes sintetizados. Em apenas dois minutos, a canção traz a sonoridade psicadélica dos 60's que estará presente em grande parte do disco.
De seguida,
No Destruction, (é a minha favorita) 




mantém a toada revivalista, com um travo folk, numa canção que funde Bob Dylan e Stones e fala do amor e de alguns absurdos que às vezes estão implícitos a esse sentimento.

On Blue Mountain é a canção que melhor mostra as diversas mudanças que o grupo consegue criar dentro da mesma composição.
A introdução de quase um minuto tem um tom sexy, acompanhado de um órgão e uma percussão muito subtil. Quando o baixo pulsante entra, a canção começa a tomar um rumo mais rock e sensual, atingindo o auge numa aceleração estilo The Black Keys, que é novamente interrompida pela toada anterior, uma espécie de coito interrompido mas que não impede o regresso aos preliminares.


San Francisco

tem o melhor refrão de We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic, uma balada que obedece à sonoridade pop dos anos sessenta e Bowling Trophies tem um experimentalismo instrumental que se aproxima do blues marcado pelo piano e pelas guitarras, além dos metais e de alguns ruídos que assentam muito bem na canção.

O primeiro single retirado de We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic foi Shuggie, outra canção com várias nuances, um refrão soul e um início pouco usual feito à base de sintetizadores e com um timbre bem estranho.Oh Yeah é groove e funky e leva-nos de volta ao camaleão dos anos setenta e só no tema homónimo é que reaparece a toada lo fi que se ouviu no disco de estreia dos Foxygen, por sinal de mãos dadas com o momento mais rock do álbum, feito de imensas guitarras e novamente de vários instantes sonoros diferentes sobrepostos.We Are The 21st Century Ambassadors of Peace & Magic termina com a hipnóticaOh No 2,


 canção com uma belíssima melodia que nos remete para os Pink Floyd.

We Are The 21st Century Ambassadors Of Peace & Magic é um ensaio de assimilação de heranças, como se da soma que faz o seu alinhamento nascesse um mapa genético que define o universo que motiva os Foxygen.

É um impressionante passo em frente quando comparado com Take the Kids Off Broadway é um disco vintage, fruto do psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, com as suas visões de uma pop caleidoscópia e o seu sentido de liberdade e prazer juvenil.

Suficientemente actual, exatamente por experimentar tantas referências do passado. Espero que aprecies a sugestão...








domingo, 21 de abril de 2013

CONTROLO SOCIAL e LIBERDADE

Entrevista de Mike Wallance, na ABC (American Brodcasting Corporation) ao autor do Admirável Mundo Novo *,( Brave New World 1932 ) Aldous Huxley. Dessa entrevista, muito elucidativa sob o ponto de vista do controlo social, destaco uma passagem relativa ao papel da educação na consciencialização dos sujeitos para o exercício da liberdade.


Aldous Huxley
1958


Entrevistador: A questão que continua presente na minha cabeça é: obviamente a política em si não é má, a televisão em si não é má, a energia atómica não é má mas você parece temer essas coisas sejam usadas de forma perversa. Por que é que as pessoas certas, em sua opinião, não vão usá-las? Porque é que as pessoas erradas usarão estes vários dispositivos e por motivos errados?

Aldous Huxley: Bem, eu acho que uma das razões é que esses são todos instrumentos para a obtenção de poder e a paixão pelo poder é uma das paixões que mais movimenta as pessoas. Afinal de contas, todas as democracias se baseiam na proposição de que o poder pode ser muito perigoso e que é extremamente importante não deixar qualquer homem ou qualquer pequeno grupo ter poder demais por muito tempo (...) e todos estes novos dispositivos são extremamente eficientes para a imposição do poder por grupos pequenos sobre grandes massas.

Entrevistador: Bem, você fez a pergunta a si mesmo e Inimigos da Liberdade, vou colocar-lhe a sua própria pergunta. Você perguntou isto: numa época de acelerada super-produção, de acelerada super-organização e de meios de comunicação mais eficientes do que nunca como podemos preservar o valor da pessoa humana? Você colocou a questão, tem a possibilidade de, aqui e agora, responder, Sr. Huxley.

Aldous Huxley: Bem, isso é obviamente... antes de tudo, uma questão de educação. Eu acho que é muito importante insistir nos valores assumidos pelo indíviduo (...) há uma tendência, como você deve ter lido num livro de Whyte, The organization man, um livro muito interessante e valioso, onde ele fala sobre o novo tipo de moralidade de grupo, a ética do grupo, fala sobre o grupo como se ele fosse de alguma forma mais importante do que o indivíduo (...) E eu acho extremamente importante enfatizarmos os aspectos educacionais da nossa vida (...) ensinar as pessoas a estar em guarda contra todo o tipo de armadilhas verbais em que estão sempre a ser conduzidas, a analisarem o tipo de coisas que lhes são ditas. Bem, eu acho que há todo esse aspecto educativo e que existem muitas outras coisas que se podem fazer para fortalecer as pessoas e torná-las mais conscientes do que está a ser feito.

*Admirável Mundo Novo (Brave New World na versão original em língua inglesa) é um livro escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais aparentes chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.

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poderá também apreciar

A INOVAÇÃO DA SOLIDÃO












As sociedades e as manadas

quinta-feira, 28 de março de 2013

Cultura, Política e Poder

A cultura não depende da política, pelo menos não deveria , ainda que isso seja inevitável nas ditaduras, sobretudo nas ideológicas ou religiosas, nas quais o regime se sente autorizado a ditar as normas e  a estabelecer cânones dentro dos quais a vida cultural se deve desenvolver, sob uma vigilância do Estado empenhado em que ela não se afaste da ortodoxia que serve de apoio àqueles que governam. O resultado deste controlo, sabemo-lo, é a progressiva conversão da cultura em propaganda, isto é, na sua deliquescência por falta de originalidade, espontaneidade, espirito crítico e vontade de renovação e experimentação formal.

Numa sociedade aberta, ainda que mantenha a sua independência da vida oficial, é inevitável e necessário que a cultura tenham relações e intercâmbios. Não só porque o Estado, sem restringir a liberdade de criação e de crítica, deve apoiar e propiciar atividades culturais -- na preservação e promoção do património cultural, acima de tudo-- como também porque a cultura deve exercer uma influência sobre a vida política, submetendo-a a uma avaliação crítica contínua e inculcando-lhe valores e formas que a impeçam de se degradar.

Na civilização do espetáculo, infelizmente, a influência que a cultura exerce sobre a politíca, em vez de lhe exigir que mantenha certos padrões de excelência e integridade, contribui para a deteriorar moral e civicamente, estimulando o que possa nela haver de pior, por exemplo, a simples farsa. Todos vimos como, ao ritmo da cultura dominante, a politica foi substituindo cada vez mais as ideias e os ideais, o debate intelectual e os programas, pela mera publicidade e pelas aparências. Consequentemente, a popularidade e o êxito conquistam-se não tanto pela inteligência e pela probidade, mas sim pela demagogia e pelo talento histriónico.


Assim dá-se o curioso paradoxo de que, enquanto nas sociedades autoritárias é a política que corrompe e degrada a cultura, nas democracias modernas é a cultura -- ou aquilo que ursupa o seu nome -- o que corrompe e degrada a política e os políticos.

Mário Vargas Llosa

A Civilização do Espetáculo

sábado, 16 de março de 2013

LUZ EM CAMARA LENTA

FEMTO CAMERA


Assista ao vídeo para ver (literalmente) pulsos de luz em movimento, LENTAMENTE!


E um pouco de matemática para quem gosta (eu espero que todos).

A luz viaja a 300.000 km / s  no vácuo,

o mesmo que 300.000.000 metros / segundo,
 ou 300.000.000.000 mm / seg.
Esta câmera pode capturar (obturar) em
0,000.000.000.001 do segundo.
Dividindo estes dados,
 descobrimos que esta câmera pode abrandar a velocidade da luz
 até 0.3mm/frame!
 Assim, cada quadro mostra a luz movendo-se a
 menos de meio milímetro!!!!

Esta Camera não está a tomar trilhões de quadros por segundo,
mas é ela que nos permite ver como a luz viaja.

Permite-nos através duma sincronização precisa muito inteligente,
 compor mais tarde um stop motion com triliões de frames...
... e ver como a luz realmente viaja, NÃO SE TRATA DUMA SIMULAÇÃO.

Vi este video muitas vezes,
pois ele mostra tão obviamente que a luz,
cria formas a partir de esferas (ondas) .

Depois de ver isto, na verdade, tendo a assumir
que o universo inteiro - incluindo nós - 
 tem uma natureza subjacente holográfica.
Que se revela sómente quando assim é exigido


Isto é um pouco especulativo, mas em todos os hologramas,
o todo está contido em cada parte.

Estou muito curioso sobre o futuro desenvolvimento desta técnica.

Estou muito impressionado e agora é o tempo para a sua divulgação!

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poderá gostar também de:

WALT DISNEY 

O Universo Invisível