você entende os seus filhos não!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
MARGARET MEAD: das tribos primitivas à revolução sexual feminina
publicado em recortes por João Lobato em 23 nov 2010
Quem iria imaginar que uma das maiores influências para a revolução sexual feminina estava escondida nas pacatas tribos primitivas do Pacífico Sul? O dedo pode ser apontado a Margaret Mead, uma aventureira cujos estudos antropológicos, na primeira metade do século passado, iriam minar a idílica imagem da família tradicional do Ocidente.
Nascida em 1901, nos EUA, a vida atribulada de Mead passou por três casamentos, seguidos dos respectivos divórcios, e por dois casos amorosos com mulheres. Para uma sociedade americana que até aos anos 60 do século passado era bastante conservadora, a sua vida privada constituía um verdadeiro escândalo.
Mas desde cedo Mead se revelou uma rapariga incomum. Não só se apaixonou pela antropologia, como decidiu, aos 22 anos, ir viver para a Samoa Americana (no Pacífico Sul), para aí realizar vários estudos de campo. Não foi de admirar que muitos homens se interrogassem sobre o que fazia uma jovem mulher branca no meio de uma horda de bárbaros, em vez de estar em casa a cozinhar para o marido.
A resposta cai como um relâmpago em 1928, quando a antropóloga regressa ao Ocidente para escrever um dos mais polémicos (e vendidos) livros da época: Adolescência, sexo e cultura em Samoa.
Na sua obra revolucionária, a antropóloga faz tiro ao alvo com a ideia preconcebida de que os problemas que nos angustiam na juventude se devem à natureza da adolescência. Ao analisar algumas aldeias tribais, constata, com grande espanto, que a passagem da infância à adolescência era aí feita com absoluta tranquilidade, sem traços da angústia ou confusão tão típicas no Ocidente. Conclusão: esqueçam as borbulhas na cara, afinal os problemas da adolescência tinham uma origem nas exigências e expectativas culturais da sociedade.
A polémica estala quando Mead vai ainda mais longe e descreve a forma como as jovens mulheres samoanas tinham o hábito de adiar o casamento por muitos anos, de modo a desfrutarem do sexo ocasional. Só depois de se casarem é que assentavam e tinham filhos.
Este retrato radical da sexualidade feminina teve o condão de revirar o estômago a muitos leitores (tal como a alguns colegas antropólogos), os quais não perderam tempo a qualificar a obra como um mero “livro de sexo”, acusando a autora de ter uma mentalidade “suja”.
Indiferente às críticas e ansiosa por mais peripécias capazes de fazer estalar o verniz do socialmente correcto, a investigadora americana contornou de novo o globo e instalou-se na Nova Guiné. Sem o saber, estava a preparar uma nova bomba antropológica, desta vez para implodir o orgulho masculino.
Em 1935, publica o livro Sexo e temperamento em três sociedades primitivas, outro best-seller controverso. A questão agora espicaçada era: seriam as diferenças entre o homem e a mulher meramente biológicas? Depois de ter estudado e analisado três tribos primitivas, culturalmente diferentes, a resposta científica redundou num atónito não.
Na primeira tribo analisada, Mead verificou que tanto os homens como as mulheres eram de temperamento pacífico. Por contraste, na segunda tribo os dois géneros já tinham uma atitude guerreira.
E eis que, na terceira e última, constatou-se o caso mais curioso: os homens passavam a maior parte do tempo a ornamentarem-se para ficarem bonitos, perdendo tempo com futilidades, enquanto as mulheres trabalhavam arduamente e eram práticas – o completo oposto do que era comum ocorrer em princípios do século XX, no mundo ocidental.
Perante este e outros factos, Mead foi pioneira ao propor que as características masculinas e femininas reflectiam as influências culturais e sociais, não se limitando às diferenças biológicas.
A formidável visão de superioridade que os homens tinham de si caía, assim, no maior dos ridículos, enquanto o feminismo ganhava um importante balão de oxigénio.
Em 1978, já uma figura super-mediatizada e aplaudida como uma das maiores antropologistas de sempre, acabou por falecer. Atrás de si deixa um legado repleto de argumentos científicos que iriam apoiar as revoluções sexuais e culturais dos anos 60. A forma de encarar a diferença de género não voltaria a ser a mesma… e os pais mais conservadores ganharam razões para ter maiores dores de cabeça em relação aos filhos.
SEXUAL HEALING
Saudades do Futuro:
Quem iria imaginar que uma das maiores influências para a revolução sexual feminina estava escondida nas pacatas tribos primitivas do Pacífico Sul? O dedo pode ser apontado a Margaret Mead, uma aventureira cujos estudos antropológicos, na primeira metade do século passado, iriam minar a idílica imagem da família tradicional do Ocidente.
Nascida em 1901, nos EUA, a vida atribulada de Mead passou por três casamentos, seguidos dos respectivos divórcios, e por dois casos amorosos com mulheres. Para uma sociedade americana que até aos anos 60 do século passado era bastante conservadora, a sua vida privada constituía um verdadeiro escândalo.
Mas desde cedo Mead se revelou uma rapariga incomum. Não só se apaixonou pela antropologia, como decidiu, aos 22 anos, ir viver para a Samoa Americana (no Pacífico Sul), para aí realizar vários estudos de campo. Não foi de admirar que muitos homens se interrogassem sobre o que fazia uma jovem mulher branca no meio de uma horda de bárbaros, em vez de estar em casa a cozinhar para o marido.
A resposta cai como um relâmpago em 1928, quando a antropóloga regressa ao Ocidente para escrever um dos mais polémicos (e vendidos) livros da época: Adolescência, sexo e cultura em Samoa.
Na sua obra revolucionária, a antropóloga faz tiro ao alvo com a ideia preconcebida de que os problemas que nos angustiam na juventude se devem à natureza da adolescência. Ao analisar algumas aldeias tribais, constata, com grande espanto, que a passagem da infância à adolescência era aí feita com absoluta tranquilidade, sem traços da angústia ou confusão tão típicas no Ocidente. Conclusão: esqueçam as borbulhas na cara, afinal os problemas da adolescência tinham uma origem nas exigências e expectativas culturais da sociedade.
A polémica estala quando Mead vai ainda mais longe e descreve a forma como as jovens mulheres samoanas tinham o hábito de adiar o casamento por muitos anos, de modo a desfrutarem do sexo ocasional. Só depois de se casarem é que assentavam e tinham filhos.
Este retrato radical da sexualidade feminina teve o condão de revirar o estômago a muitos leitores (tal como a alguns colegas antropólogos), os quais não perderam tempo a qualificar a obra como um mero “livro de sexo”, acusando a autora de ter uma mentalidade “suja”.
Indiferente às críticas e ansiosa por mais peripécias capazes de fazer estalar o verniz do socialmente correcto, a investigadora americana contornou de novo o globo e instalou-se na Nova Guiné. Sem o saber, estava a preparar uma nova bomba antropológica, desta vez para implodir o orgulho masculino.
Em 1935, publica o livro Sexo e temperamento em três sociedades primitivas, outro best-seller controverso. A questão agora espicaçada era: seriam as diferenças entre o homem e a mulher meramente biológicas? Depois de ter estudado e analisado três tribos primitivas, culturalmente diferentes, a resposta científica redundou num atónito não.
Na primeira tribo analisada, Mead verificou que tanto os homens como as mulheres eram de temperamento pacífico. Por contraste, na segunda tribo os dois géneros já tinham uma atitude guerreira.
E eis que, na terceira e última, constatou-se o caso mais curioso: os homens passavam a maior parte do tempo a ornamentarem-se para ficarem bonitos, perdendo tempo com futilidades, enquanto as mulheres trabalhavam arduamente e eram práticas – o completo oposto do que era comum ocorrer em princípios do século XX, no mundo ocidental.
Perante este e outros factos, Mead foi pioneira ao propor que as características masculinas e femininas reflectiam as influências culturais e sociais, não se limitando às diferenças biológicas.
A formidável visão de superioridade que os homens tinham de si caía, assim, no maior dos ridículos, enquanto o feminismo ganhava um importante balão de oxigénio.
Em 1978, já uma figura super-mediatizada e aplaudida como uma das maiores antropologistas de sempre, acabou por falecer. Atrás de si deixa um legado repleto de argumentos científicos que iriam apoiar as revoluções sexuais e culturais dos anos 60. A forma de encarar a diferença de género não voltaria a ser a mesma… e os pais mais conservadores ganharam razões para ter maiores dores de cabeça em relação aos filhos.
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sábado, 27 de novembro de 2010
Carlos Bica um Músico Genial
Hoje Carlos Bica, João Paulo e Mário Delgado, que formam o projecto Matéria-Prima, Deram um Concerto Fantástico e à Borlex Na FNAC Chiado.
Uma Centena de felizardos, poderam deleitar-se ao som do mais genial músico Português da actualidade.
Os temas de uma originalidade surpreendente, contagiam no ritmo, elevam-nos na beleza, transportam-nos numa alegria, espicaçam-nos com a inovação e divertem-nos com ironia e boa disposição.
Carlos Bica atravessa um momento particularmente feliz de criatividade e presenteou a audiência com autenticas pérolas.
Uma Centena de felizardos, poderam deleitar-se ao som do mais genial músico Português da actualidade.
Os temas de uma originalidade surpreendente, contagiam no ritmo, elevam-nos na beleza, transportam-nos numa alegria, espicaçam-nos com a inovação e divertem-nos com ironia e boa disposição.
Carlos Bica atravessa um momento particularmente feliz de criatividade e presenteou a audiência com autenticas pérolas.
Clique no link para comprovar o que acabo de afirmar.
DC - album MATÉRIA PRIMA
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Recibos Verdes
Pedro Passos Coelho não é "loira"
é distraída
Ainda assim, exige que precários com baixos rendimentos façam tudo o que ele não fez: que entendam as regras e que as cumpram, sob pena de severas consequências.
É esta a estranha moral de um primeiro-ministro, que decreta um suposto rigor para quem está em dificuldades, mas reserva para si todas as facilidades.
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sábado, 4 de setembro de 2010
NASA quer entrar na atmosfera do Sol
o sonho de Ícaro, que era o de chegar à origem (o Sol era uma divindade na antiguidade) que proporciou a base existencial do sistema que mais tarde permitiu o suporte da vida e da sua evolução até ao estado de consciência actual que permite esta exploração espacial, vai ser realidade!Que longo caminho foi percorrido, podemos chegar tão lonje porque caminhamos nos ombros dos gigantes que nos precederam e desbravaram caminho para nós. Se ao menos podessemos (e soubessemos) gerir o nosso planeta e as sociedades tão eficazmente como o fazemos com o conhecimento que vamos adquirindo...
http://www.publico.pt/Ciências/nasa-quer-entrar-na-atmosfera-do-sol_1454338#Comentarios
http://www.publico.pt/Ciências/nasa-quer-entrar-na-atmosfera-do-sol_1454338#Comentarios
domingo, 8 de agosto de 2010
O Raio Verde
Em certos Por do Sol, quando não há nuvens e se consegue ter uma vista nítida da linha do horizonte a Oeste, talvez consiga ver um estranho, raro e inspirador efeito "pirotécnico".
No preciso momento que a ultima porção do arco superior do disco solar toca a linha do horizonte, os comprimentos de onda mais longos da luz solar, os Vermelhos, já se "puseram" e a maioria dos comprimentos de onda da luz, os Laranjas e os Amarelos são absorvidos pela atmosfera.
Se também acontecer que haja camadas invertidas de ar morno e frio por cima suficientes para produzirem alguma turbulência, isso irá dispersar para cima os comprimentos de onda mais curtos da luz, os Azuis, Índigo e Violeta, ficando somente o comprimento de onda VERDE.
Produzindo um vivo e deslumbrante Flash de luz verde.
No preciso momento que a ultima porção do arco superior do disco solar toca a linha do horizonte, os comprimentos de onda mais longos da luz solar, os Vermelhos, já se "puseram" e a maioria dos comprimentos de onda da luz, os Laranjas e os Amarelos são absorvidos pela atmosfera.
Se também acontecer que haja camadas invertidas de ar morno e frio por cima suficientes para produzirem alguma turbulência, isso irá dispersar para cima os comprimentos de onda mais curtos da luz, os Azuis, Índigo e Violeta, ficando somente o comprimento de onda VERDE.
Produzindo um vivo e deslumbrante Flash de luz verde.
Pestaneje e perdê-lo-á
Veja-o e sentir-se-á inspirado e transformado.
"À beira-mar, quando o sol cai no poente
(como um gladiador ensanguentado
que tomba envolto no reflexo ardente
de um velário de púrpura e brocado)
emite um raio verde, - adeus alado,
lucilação final de um fogo ingente.
Sombras depois... E enfim, no céu magoado
abre seu pálio a Noite, lentamente...
Este livrinho - em pôr-do-sol tristonho,
sem o doirado rosicler da Esp'rança
nem a bruma eucarística do Sonho -
e o RAIO VERDE que o meu estro lança
- pequenina esmeralda que eu deponho
nas pequeninas mãos de uma criança..."
O Raio Verde, Campo Monteiro
(-últimos versos-) 1933
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Algo no meio do Nada
Falar de NADA é NADA trivial, se me perdoarem a redundância.
Exemplo.
Se o núcleo atómico tivesse 1cm de diâmetro, então o electrão, que completa o átomo, estaria a 1km de distância do núcleo.
E entre o núcleo e a periferia do átomo? O que existe lá? NADA!
Entre a Terra e o Sol, existe uma distância de 150milhões de KM, mas o que existe entre nós e o Sol?
Dois planetas, mais alguma poeira cósmica.
Podemos designar o espaço entre nós e o astro rei com um simplório NADA!
Agora, pare e pense.
Aonde vivemos? Na Terra!
E onde está ela? no meio do NADA!
Do que somos feitos? De átomos! E eles? São feitos de quê? de NADA!
Então quando sentires aquele vazio dentro de ti, acredita, ele realmente está lá!
Quando olhares para as estrelas no céu e achares que estás no meio do NADA, pois é...
acertou mais uma vez!
Podemos concluir que somos NADA, vivendo no meio do NADA!
Que depre esse papo ein?! Total,
mas o meu ponto é:
Não podemos saber o que somos, se não soubermos do que somos feitos.
Não podemos saber o que queremos, se não soubermos o nosso lugar no mundo.
Eu tenho 53 anos e pergunto (quase) todos os dias: aonde estarei daqui a um ano?
daqui a uma década?
daqui a um século?
Acredito também que não podemos saber para onde vamos, se não soubermos de onde viemos,
mas isso pode ficar para depois...
É de nada que somos feitos e é no meio do nada que vivemos, então para quê matar a cabeça a pensar? Para não sermos nada no meio do nada! para tentar fazer esse pedaço de nada um pouco melhor, para que o nada que existe dentro de nós possa ser preenchido com sentimentos bons construtivos e positivos.
Bem, parece-me que consegui demonstrar o meu ponto de vista a respeito de NADA.
"Só duas coisas são infinitas, o universo e a ignorância humana
e quanto à primeira não tenho bem a certeza”
(Albert Einstein)
sábado, 3 de abril de 2010
Saramago e todas as Putas (só aquelas que pariram politicos)
"Regressados de uma viagem à Argentina e Bolívia, os meus cunhados María e Javier trazem-me o jornal Clarín de 30 de Agosto.
Aí vem a notícia de que vai ser apresentada ao Parlamento peruano uma nova lei de turismo que contempla a possibilidade de entregar a exploração de zonas arqueológicas importantes, como Machu Picchu e a cidadela pré-incaica de Chan-Chan, a empresas privadas, mediante concurso internacional.
Clarin chama a isto "la loca carrera privatista de Fujimori". O autor da proposta de lei é um tal Ricardo Marcenaro, residente da Comissão de Turismo e telecomunicações e Infra-Estrutura do Congresso peruano, que alega o seguinte, sem precisar da tradução: " En vista de que el Estado no ha administrado bien nuestras zonas
arqueológicas – qué pasaría si las otorgaramos a empresas especializadas en otros países con gran efectividad?"
A mim parece-me bem.
Privatize-se Machu Picchu, privatize-se Chan Chan, privatize-se a Capela Sistina, privatize-se o Pártenon, privatize-se o Nuno Gonçalves, privatize-se a Catedral de Chartres, privatize-se o Descimento da Cruz, de Antonio da Crestalcore, privatize-se o Pórtico da Glória de Santiago de Compostela, privatize-se a Cordilheira dos Andes,
privatize-se tudo,
privatize-se o mar e o céu,
Privatize-se Machu Picchu, privatize-se Chan Chan, privatize-se a Capela Sistina, privatize-se o Pártenon, privatize-se o Nuno Gonçalves, privatize-se a Catedral de Chartres, privatize-se o Descimento da Cruz, de Antonio da Crestalcore, privatize-se o Pórtico da Glória de Santiago de Compostela, privatize-se a Cordilheira dos Andes,
privatize-se tudo,
privatize-se o mar e o céu,
privatize-se a água e o ar,
privatize-se a justiça e a lei,
privatize-se a nuvem que passa,
privatize-se o sonho,
sobretudo se for diurno e de olhos abertos.
E, finalmente, para florão e remate de tanto privatizar,
privatize-se a justiça e a lei,
privatize-se a nuvem que passa,
privatize-se o sonho,
sobretudo se for diurno e de olhos abertos.
E, finalmente, para florão e remate de tanto privatizar,
privatizem-se os Estados,
entregue-se por uma vez a exploração deles a
entregue-se por uma vez a exploração deles a
empresas privadas, mediante concurso internacional.
Aí se encontra a salvação do mundo...
E, já agora,
privatize-se também a puta que os pariu a todos."
Aí se encontra a salvação do mundo...
E, já agora,
privatize-se também a puta que os pariu a todos."
Cadernos de Lanzarote - Diário III, págs. 147/8
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