o sonho de Ícaro, que era o de chegar à origem (o Sol era uma divindade na antiguidade) que proporciou a base existencial do sistema que mais tarde permitiu o suporte da vida e da sua evolução até ao estado de consciência actual que permite esta exploração espacial, vai ser realidade!Que longo caminho foi percorrido, podemos chegar tão lonje porque caminhamos nos ombros dos gigantes que nos precederam e desbravaram caminho para nós. Se ao menos podessemos (e soubessemos) gerir o nosso planeta e as sociedades tão eficazmente como o fazemos com o conhecimento que vamos adquirindo...
http://www.publico.pt/Ciências/nasa-quer-entrar-na-atmosfera-do-sol_1454338#Comentarios
sábado, 4 de setembro de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
O Raio Verde
Em certos Por do Sol, quando não há nuvens e se consegue ter uma vista nítida da linha do horizonte a Oeste, talvez consiga ver um estranho, raro e inspirador efeito "pirotécnico".
No preciso momento que a ultima porção do arco superior do disco solar toca a linha do horizonte, os comprimentos de onda mais longos da luz solar, os Vermelhos, já se "puseram" e a maioria dos comprimentos de onda da luz, os Laranjas e os Amarelos são absorvidos pela atmosfera.
Se também acontecer que haja camadas invertidas de ar morno e frio por cima suficientes para produzirem alguma turbulência, isso irá dispersar para cima os comprimentos de onda mais curtos da luz, os Azuis, Índigo e Violeta, ficando somente o comprimento de onda VERDE.
Produzindo um vivo e deslumbrante Flash de luz verde.
No preciso momento que a ultima porção do arco superior do disco solar toca a linha do horizonte, os comprimentos de onda mais longos da luz solar, os Vermelhos, já se "puseram" e a maioria dos comprimentos de onda da luz, os Laranjas e os Amarelos são absorvidos pela atmosfera.
Se também acontecer que haja camadas invertidas de ar morno e frio por cima suficientes para produzirem alguma turbulência, isso irá dispersar para cima os comprimentos de onda mais curtos da luz, os Azuis, Índigo e Violeta, ficando somente o comprimento de onda VERDE.
Produzindo um vivo e deslumbrante Flash de luz verde.
Pestaneje e perdê-lo-á
Veja-o e sentir-se-á inspirado e transformado.
"À beira-mar, quando o sol cai no poente
(como um gladiador ensanguentado
que tomba envolto no reflexo ardente
de um velário de púrpura e brocado)
emite um raio verde, - adeus alado,
lucilação final de um fogo ingente.
Sombras depois... E enfim, no céu magoado
abre seu pálio a Noite, lentamente...
Este livrinho - em pôr-do-sol tristonho,
sem o doirado rosicler da Esp'rança
nem a bruma eucarística do Sonho -
e o RAIO VERDE que o meu estro lança
- pequenina esmeralda que eu deponho
nas pequeninas mãos de uma criança..."
O Raio Verde, Campo Monteiro
(-últimos versos-) 1933
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Algo no meio do Nada
Falar de NADA é NADA trivial, se me perdoarem a redundância.
Exemplo.
Se o núcleo atómico tivesse 1cm de diâmetro, então o electrão, que completa o átomo, estaria a 1km de distância do núcleo.
E entre o núcleo e a periferia do átomo? O que existe lá? NADA!
Entre a Terra e o Sol, existe uma distância de 150milhões de KM, mas o que existe entre nós e o Sol?
Dois planetas, mais alguma poeira cósmica.
Podemos designar o espaço entre nós e o astro rei com um simplório NADA!
Agora, pare e pense.
Aonde vivemos? Na Terra!
E onde está ela? no meio do NADA!
Do que somos feitos? De átomos! E eles? São feitos de quê? de NADA!
Então quando sentires aquele vazio dentro de ti, acredita, ele realmente está lá!
Quando olhares para as estrelas no céu e achares que estás no meio do NADA, pois é...
acertou mais uma vez!
Podemos concluir que somos NADA, vivendo no meio do NADA!
Que depre esse papo ein?! Total,
mas o meu ponto é:
Não podemos saber o que somos, se não soubermos do que somos feitos.
Não podemos saber o que queremos, se não soubermos o nosso lugar no mundo.
Eu tenho 53 anos e pergunto (quase) todos os dias: aonde estarei daqui a um ano?
daqui a uma década?
daqui a um século?
Acredito também que não podemos saber para onde vamos, se não soubermos de onde viemos,
mas isso pode ficar para depois...
É de nada que somos feitos e é no meio do nada que vivemos, então para quê matar a cabeça a pensar? Para não sermos nada no meio do nada! para tentar fazer esse pedaço de nada um pouco melhor, para que o nada que existe dentro de nós possa ser preenchido com sentimentos bons construtivos e positivos.
Bem, parece-me que consegui demonstrar o meu ponto de vista a respeito de NADA.
"Só duas coisas são infinitas, o universo e a ignorância humana
e quanto à primeira não tenho bem a certeza”
(Albert Einstein)
sábado, 3 de abril de 2010
Saramago e todas as Putas (só aquelas que pariram politicos)
"Regressados de uma viagem à Argentina e Bolívia, os meus cunhados María e Javier trazem-me o jornal Clarín de 30 de Agosto.
Aí vem a notícia de que vai ser apresentada ao Parlamento peruano uma nova lei de turismo que contempla a possibilidade de entregar a exploração de zonas arqueológicas importantes, como Machu Picchu e a cidadela pré-incaica de Chan-Chan, a empresas privadas, mediante concurso internacional.
Clarin chama a isto "la loca carrera privatista de Fujimori". O autor da proposta de lei é um tal Ricardo Marcenaro, residente da Comissão de Turismo e telecomunicações e Infra-Estrutura do Congresso peruano, que alega o seguinte, sem precisar da tradução: " En vista de que el Estado no ha administrado bien nuestras zonas
arqueológicas – qué pasaría si las otorgaramos a empresas especializadas en otros países con gran efectividad?"
A mim parece-me bem.
Privatize-se Machu Picchu, privatize-se Chan Chan, privatize-se a Capela Sistina, privatize-se o Pártenon, privatize-se o Nuno Gonçalves, privatize-se a Catedral de Chartres, privatize-se o Descimento da Cruz, de Antonio da Crestalcore, privatize-se o Pórtico da Glória de Santiago de Compostela, privatize-se a Cordilheira dos Andes,
privatize-se tudo,
privatize-se o mar e o céu,
Privatize-se Machu Picchu, privatize-se Chan Chan, privatize-se a Capela Sistina, privatize-se o Pártenon, privatize-se o Nuno Gonçalves, privatize-se a Catedral de Chartres, privatize-se o Descimento da Cruz, de Antonio da Crestalcore, privatize-se o Pórtico da Glória de Santiago de Compostela, privatize-se a Cordilheira dos Andes,
privatize-se tudo,
privatize-se o mar e o céu,
privatize-se a água e o ar,
privatize-se a justiça e a lei,
privatize-se a nuvem que passa,
privatize-se o sonho,
sobretudo se for diurno e de olhos abertos.
E, finalmente, para florão e remate de tanto privatizar,
privatize-se a justiça e a lei,
privatize-se a nuvem que passa,
privatize-se o sonho,
sobretudo se for diurno e de olhos abertos.
E, finalmente, para florão e remate de tanto privatizar,
privatizem-se os Estados,
entregue-se por uma vez a exploração deles a
entregue-se por uma vez a exploração deles a
empresas privadas, mediante concurso internacional.
Aí se encontra a salvação do mundo...
E, já agora,
privatize-se também a puta que os pariu a todos."
Aí se encontra a salvação do mundo...
E, já agora,
privatize-se também a puta que os pariu a todos."
Cadernos de Lanzarote - Diário III, págs. 147/8
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sexta-feira, 2 de abril de 2010
Déjà Vu
Ao ouvir José Sócrates parece que estamos a rever um daqueles filmes do assustador neo-realismo português, Sócrates não nos responde com a realidade, nem sequer a descreve, foge dela a sete pés. Em alternativa, a única que nos concede, imagina um mundo e trata de nos descrever a referida fantasia agora com contornos de romance tecnológico e termina sempre com a inevitável lição moral aos que o invejam, aos que não percebem certamente por teimosia ou pura estupidez, que o futuro será maravilhoso.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Viva Portugal
ANTES DA GRÉCIA
«O título no PÚBLICO de 25 de Março 2010 não dizia tudo: "Eurolândia aceita reforçar a disciplina da moeda única em troco de mecanismo de defesa de ajuda financeira à Grécia".
Na fotografia, Durão Barroso apontava as pestanas ao dossier de Van Rompuy, enquanto, do outro lado, Zapatero alcançava um copo, porventura para beber um copo daquele Anis Seco Especial da Alcoholera de Chinchón que tem 70 graus: mais 30 do que um whiskey vulgar. Como diz a bela garrafeira espanhola Lavinia.es: "El anís de Chinchón más singular gracias a su alta graduación y su intensidad aromática. En boca es ligeramente ardiente, con notable presencia anisada y buen cuerpo".
A Grécia é nossa comadre. Somos de tamanhos pequenos. Durão Barroso tem sido um nosso fiel agente secreto. Se a Grécia for salva - sendo ainda mais pequena, pecaminosa, antipática, corrupta e endividada do que nós -, a nossa salvação está garantida.
O socorro dos países maiores - a Espanha e a Itália - sai mais caro. É mais fácil e vistoso salvar os pequeninos. Os grandes - a Polónia, a futura Turquia - estão lixados.
Devemos estar com a Grécia e com a Irlanda. Somos salváveis porque somos pequenos. Somos estouvados porque somos periféricos. Nós somos os filhos. Eles são os pais. Eles que resolvam esta merda. A culpa pode ser nossa, mas o problema é deles.
Hoje é a Grécia; amanhã seremos nós. Nas calmas. Mas a Itália e a Espanha serão, graças a Deus, bicos-de-obra.» HEHE
«O título no PÚBLICO de 25 de Março 2010 não dizia tudo: "Eurolândia aceita reforçar a disciplina da moeda única em troco de mecanismo de defesa de ajuda financeira à Grécia".
Na fotografia, Durão Barroso apontava as pestanas ao dossier de Van Rompuy, enquanto, do outro lado, Zapatero alcançava um copo, porventura para beber um copo daquele Anis Seco Especial da Alcoholera de Chinchón que tem 70 graus: mais 30 do que um whiskey vulgar. Como diz a bela garrafeira espanhola Lavinia.es: "El anís de Chinchón más singular gracias a su alta graduación y su intensidad aromática. En boca es ligeramente ardiente, con notable presencia anisada y buen cuerpo".
A Grécia é nossa comadre. Somos de tamanhos pequenos. Durão Barroso tem sido um nosso fiel agente secreto. Se a Grécia for salva - sendo ainda mais pequena, pecaminosa, antipática, corrupta e endividada do que nós -, a nossa salvação está garantida.
O socorro dos países maiores - a Espanha e a Itália - sai mais caro. É mais fácil e vistoso salvar os pequeninos. Os grandes - a Polónia, a futura Turquia - estão lixados.
Devemos estar com a Grécia e com a Irlanda. Somos salváveis porque somos pequenos. Somos estouvados porque somos periféricos. Nós somos os filhos. Eles são os pais. Eles que resolvam esta merda. A culpa pode ser nossa, mas o problema é deles.
Hoje é a Grécia; amanhã seremos nós. Nas calmas. Mas a Itália e a Espanha serão, graças a Deus, bicos-de-obra.» HEHE
Parecer:
Por Miguel Esteves Cardoso.
Despacho do Dumoc:
«Afixe-se.»
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Urgente: Procura-se Pessoa Idónea para governar o País
Pretende-se alguém Honesto, amante da verdade e que não tenha família(s) nem ligações...
Para evitar a queda ao abismo a que uns "quantos" inconscientes ( para não chamar gatunos)
nos querem empurrar.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
12 de Fevereiro a 18 de Março 2010
EXPOSIÇÃO DE ORIGINAIS DO FILME "DESASSOSSEGO" DE LORENZO DEGL' INNOCENTI
Uma parceria Museu da Marioneta / Monstra - Festival de Animação de Lisboa
O CINEMA DE ANIMAÇÃO ESTÁ DE VOLTA AO MUSEU DA MARIONETA!
Horário: 3ª a Domingo - 10h00 / 13h00 - 14h00 / 18h00
Entrada Livre
Viagem aos bastidores do cinema de animação a partir das personagens da primeira curta de animação de volumes de Lorenzo Degl'Innocenti “Desassossego”. O filme de 20 minutos, uma produção da Sardinha em Lata e da IB Cinema, conta-nos a história de Ivan, um frustrado empregado de charcutaria preso à tradição familiar que sonha desesperadamente em abrir uma loja onde possa vender e desenhar os seus próprios móveis. À medida que o tempo passa, Ivan começa a desenhar móveis, mas a clientela frequente da chacutaria não lhe permite levar avante os seus desenhos. O Museu da Marioneta expõe, assim, a caricata história de Ivan permitindo ao público conhecer os bastidores da curta de animação. Cenários, desenhos, marionetas, materiais de película e muitos adereços permitem entender o trabalho que está por trás de uma obra de animação.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Afinal o que importa
Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
— ele há tanta maneira de compor uma estante!
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao
precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade, rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
Porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora — ah, lá fora! — rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
Mário Cesariny
nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
— ele há tanta maneira de compor uma estante!
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao
precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade, rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
Porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora — ah, lá fora! — rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
Mário Cesariny
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