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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Com falsas estatísticas e golos se enganam tolos

Olhando para os dados mais recentes do desemprego registado e do Inquérito ao Emprego, juntamente com os números da Segurança Social, parece que o Governo de Passos Coelho está prestes a conseguir algo verdadeiramente notável em Portugal


Queda tanto do emprego como do desemprego.



Oficialmente menos desempregados, mas, na realidade, menos trabalhadores.

Parece difícil, mas a receita é simples: descobriram que a maneira de baixar os números do desemprego não é a criação de postos de trabalho, mas ter menos pessoas à procura de trabalho.

Reduzir a força de trabalho para o número de desempregados ter oficialmente uma menor percentagem, mas na prática a taxa de desempregados é igual ou até mesmo superior.

Como isso é feito? 


Algumas centenas de milhares de jovens têm de sair do País para encontrar trabalho noutro lugar que não Portugal.

Também algumas centenas de milhar de mulheres deixam de ter qualquer esperança de arranjar trabalho e vão para casa, para exercer o que antigamente se chamava de trabalho doméstico

E, finalmente, conseguir com que muitas pessoas de idade, desesperadas, desistam de um emprego e continuem esperando, mas apagados das listas oficiais de desemprego.


Dumoc denúncia as manobras do governo:
simbolicamente inverte as fotografias e milagre:
assim as estatísticas batem certo



Assim, o número de Portugueses desempregados é o mesmo ou maior, mas, como foi reduzida a força de trabalho, expulsando muitos deles, o resultado estatístico finge que a taxa de desemprego está a cair.

Não, o que realmente está em queda é o número de adultos que procuram trabalho.

E eles pararam de procurar por uma de duas razões: exílio económico ou desistência final.

Baixou, portanto, o nº de trabalhadores no activo e o nº de candidatos a trabalhador.

O governo finge (aldraba os eleitores) que o que baixou foi o desemprego.

Isto é o que o Coelho e o Portas chamam de "milagre económico" 

nesta exposição virtual o artista plástico Dumoc
 desmascara  as manobras  manhosas do executivo governamental


A coisa também tem “benefícios” colaterais.

Quando os jovens saem para encontrar trabalho no estrangeiro, também deixam de utilizar recursos no serviço nacional de saúde.

Para propaganda, é perfeito: pode-se presumir menos desemprego e mais economia.

Mas, para os cidadãos e para a sociedade, é um desastre que vai deixar o país (muito) ferido por um longo período de tempo.

Dos jovens que foram para o estrangeiro a maior parte não vai voltar.

As mulheres que voltaram para o papel de donas de casa dificilmente vão reiniciar as suas carreiras.

Os trabalhadores com mais de 50 anos à procura de emprego deparam com uma tarefa impossível, o que têm pela frente é uma travessia do deserto, mal sobrevivendo até que possam começar a receber uma pensão, que não lhes dará para (quase) nada.



Um país onde muitas pessoas já com 30 anos ainda não começaram a sua vida profissional e outros vêm a sua carreira terminada para sempre com apenas 50 anos.

Um país que se empenha em encerrar as mulheres em suas casas e em desperdiçar um fluxo produtivo que representa quase metade da população.

Um país onde a pobreza e a falta de habitação se tornou uma realidade para muitos homens, mulheres, crianças, jovens e idosos, que já não pensam em termos de bem-estar, mas simplesmente em como sobreviver.

Apesar disto tudo, o 1º Ministro não se cansa de anunciar que a recuperação económica começou (que é apenas aquilo que lhe importa) e ignora o futuro da sociedade Portuguesa e da sua força de trabalho,
que sofre e que se vê obrigada a expulsar milhares de pessoas bem preparadas para o trabalho.

Os que saem são condenados ao exílio e os que não têm trabalho condenados estão ao exílio interno, que segrega os desempregados, numa vasta “classe passiva " sem futuro.


Os que vão tendo trabalho, recebem o mais baixo valor hora da Europa muitas vezes apenas 2 ou 3 euros e ainda sujeitos a todos os atropelos dos seus direitos, como por exemplo, horários de trabalho e folgas inexistentes.

Vale tudo, desde que eles desaparecem das estatísticas.

Infelizmente o governo aldrabão só consegue fazer truques com os números, pois não têm o mínimo de conhecimento, competência ou mesmo vontade de dar a volta por cima quando esta situação, desesperadamente tanto o exige.

Malditos que nunca deviam ter nascido.

MORRAM PIM!


**ultima hora **

Numa notícia publicada aqui e aqui afinal constata-se que tanto na agricultura como na indústria nunca houve (desde que há registos) tão poucos trabalhadores.

Só na agricultura perderam-se 53.000 postos de trabalho no último trimestre de 2013, em profunda contradição com os dados avançados pelo governo.


ao certo ninguém sabe qual é o número real de desempregados em Portugal, mas estima-se bem para cima de 1.000.000 (um milhão) muito mais do que os estimados pelo governo em 800.000.

fontes.

Instituto Nacional de Estatística
jornal de negócios

Direitos das minorias

Para Manuel Clemente, os direitos das minorias devem ser referendados

Eu digo, que ele está muito modernaço, muito evoluído, tanto que até temo que um dia destes ainda o vamos apanhar a fumar qualquer coisinha...

Este lifting de modernidade, foi absolutamente necessário, pois houve um tempo em que para a I.C.A.R. (não há tanto tempo assim), as minorias nem sequer tinham direitos e muitas vezes terminavam num auto de fé dentro duma fogueira para lhes garantir a salvação.





Não está é tão moderno quanto o seu Boss, O Papa Francisco.

Pois como é sobejamente conhecido de todos o apreço que tem pelas minorias, que não se cansa de defender enquanto vai combatendo a exploração do homem pelo homem.

Já o Grande Benjamim Franklin teceu considerações sobre a Democracia  e a LIBERDADE.


“Democracy are two wolves and a lamb voting on what to have for lunch.
Liberty is a well-armed lamb contesting the vote


.

e mais um pensamento de Benjamim Franklin

"Sell not virtue to purchase wealth, nor Liberty to purchase power."




terça-feira, 28 de janeiro de 2014

PRAXE FATAL



"Domesticação": a palavra a que se chegou!

Na sequência de texto ontem publicado, registo o apontamento de uma socióloga sobre os comportamentos desajustados dos alunos do ensino superior e o tolerantismo por parte de quem tem o dever de os controlar:







“... as reitorias nunca tiveram vontade de expulsar a praxe ou de a domesticar sequer, porque os reitores precisam de ter os alunos do seu lado”.

tirado do Rerum Natura


SOBRE AS PRAXES

Houve tempos em Coimbra em que não havia praxes, a Academia estava de luto por motivos políticos, como se sabe.

Praticamente ninguém usava o traje, até porque os raríssimos estudantes que se atreviam a tal eram muito mal vistos, quiçá mesmo marginalizados.

Quando essas tradições ressurgiram, muitos anos mais tarde depois do 25 de Abril, nunca foi atribuída especial importância 

As humilhações e as atitudes de subserviência sempre me causaram repugnância, por isso revejo-me completamente neste artigo de José Pacheco Pereira, de que transcrevo algumas passagens:

"É-me pessoalmente repugnante o espectáculo que se pode ver nas imediações das escolas universitárias e um pouco por todo o lado nas cidades que têm população escolar, de cortejos de jovens pastoreados por um ou dois mais velhos, vestidos de padres, ou seja, de “traje académico”, em posturas de submissão, ou fazendo todo o género de humilhações em público, não se sabe muito bem em nome de quê.
...
Ao institucionalizar a obediência aos mais absurdos comandos, a humilhação dos caloiros perante os veteranos, a promessa era a do exercício futuro do mesmo poder de vexame, mostrando como o único conteúdo da praxe é o da ordem e do respeito pela ordem, assente na hierarquia do ano do curso. Mas quem respeita uma hierarquia ao ponto da abjecção está a fazer o tirocínio para respeitar todas as hierarquias. Se fores obediente e lamberes o chão, podes vir a mandar, quando for a tua vez, e, nessa altura, podes escolher um chão ainda mais sujo, do alto da tua colher de pau. És humilhado, mas depois vingas-te. "

O artigo completo aqui.


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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

OS RICOS NÃO CRIAM EMPREGO


Numa economia capitalista ( como a de Portugal e a da UE)

os verdadeiros criadores de emprego são os consumidores da classe média.

Taxar os Ricos é a coisa mais sensata que essa economia pode fazer

 para o BEM

 da classe média, dos pobres e dos ricos.

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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

AS FESTAS DE FIM DE ANO E A VELHA TRISTEZA

Alguma tristeza no fim do ano? Muitas pessoas dizem sentir uma tristeza, aparentemente, inexplicável no final do ano. Será que essa tristeza não nos está a querer dizer algo?
Não são poucas as pessoas que dizem sentir uma espécie de tristeza inexplicável quando chegam as festas de fim de ano. Nas lojas, nos escritórios, nos grandes centros comerciais e avenidas, as decorações explodem num espectáculo de luzes para nos alertar da iminência do incontornável Natal.





Há muito o Natal deixou de ser apenas um dia no calendário cristão, em que se recordaria o nascimento de Jesus, para ser um dia exaustivamente comercial – o que também não é novidade.


Mas nada disso pode responder à pergunta: 




de onde vem a tristeza que experimentamos?

E mesmo que tentássemos definir isto ou aquilo, na verdade, em cada um deve haver um motivo específico, mesmo que desconhecido, para que esse sentimento seja assim tão latente. 

Algumas coisas, no entanto, são verdades que preferíamos, quem sabe, não saber.

Nossa geração, infelizmente, entregou-se à superficialidade extrema, à pouca reflexão e ao sabor da vida de consumo.

e quanto a isso também parece haver total consenso entre todas as pessoas e os pensadores contemporâneos.

Por outras palavras, por mais difícil que seja concordar, as festas de fim de ano tornaram-se, apenas, momentos pré-estabelecidos para presentearmos, obrigatoriamente, talvez, nos reunirmos em família, e fazermos algumas reflexões que, durante a ligeireza de cada ano, não conseguimos fazer.

Nessa época, é inevitável não pensarmos, por exemplo, no valor da família, na fé, ou mesmo das pessoas que amamos.

Aos que se dedicam um pouco mais à reflexão certamente se lembrarão daqueles que, sem a presença deles, não teriam conseguido muita coisa.

Retomamos assim sentimentos que tantas vezes, ao longo do ano, não podemos expressar, por falta de tempo ou porque simplesmente nos esquecemos.

A gratidão, a generosidade, a gentileza etc., estão na lista para serem lembradas, e será que não ficamos em dívida com alguém?

Do outro lado, o balanço de como foi o nosso ano, sob a fúria do homem contemporâneo por se superar a si mesmo o tempo todo, pode também trazer grande frustração.

Resultados são tudo que se espera ao balancear a vida, como se ela pudesse ser equacionada em índices de qualidade inventados por outras pessoas que nem sequer nos conhecem.

Na verdade, será que a tristeza sentida pelas pessoas nessa época não seria alguma – mesmo que pequena – crise de consciência? 

Não que sejamos maus, não, mas por termos perdido oportunidades de sermos pessoas melhores ao longo de todo o ano, e o Natal, assim como o Réveillon, são épocas a nos mostrar que os homens, ironicamente, também são humanos.

Estas são épocas que urgem que estejamos juntos - não isolados -, em que, inevitável é, nos reunirmos para celebrarmos nossa humanidade.

Será que nos esquecemos de que somos humanos? Pois humanos sentem e precisam de outros humanos o tempo inteiro, não apenas no final do ano.

Se alguém duvida disso, mesmo aqueles que veneram o isolamento e a solidão, certamente não conseguiriam sequer pensar como seria viver no mundo sem outro semelhante – seria irreal.

A própria arte tem nela essa capacidade urgente de lembrar ao homem que ele é homem, portanto dotado de sensibilidade.

Com certeza, se durante o resto do ano, olhássemos constantemente para dentro de nós, essa coisa que não tem nome, que é o famoso 

"quem sou eu"

aquilo que está no íntimo do ser humano, que sente e, por isso, considera o outro como alguém que também sente,

sem dúvida que no final de cada ano, ao fazermos qualquer balanço ou reflexão sobre como agimos, poderíamos em lugar de alguma tristeza inexplicável sentir alguma alegria consciente.

de um ano bem vivido, de sentimentos bem vividos.

Se nos resta algum consolo certamente são os próximos dias do ano que está prestes a começar.

São infinitas oportunidades de fazer com que a vida não seja apenas um fluxo, uma invenção de vida feliz ditada por outros ou por lógicas como o progresso e o consumo.



mas que em vez disso. ela seja algo fascinante que, ao reflectirmos sobre ela, nos faça querer tragá-la uma vez mais, uma vez mais, uma vez mais...


RECEITA DE ANO NOVO
Carlos Drummond de Andrade


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.



BOM ANO NOVO



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domingo, 10 de novembro de 2013

Alone Together



Sós


Um livro recente, da psicóloga Sherry Turkle, tem o sugestivo nome


"Alone Together: Why We Expect More from Technology and Less from Each Other".

Sherry Turkle


É um livro que chama a atenção para um paradoxo que já me tinha dado conta: nunca tivemos tantos e tão ricos meios de comunicação e no entanto nunca vivemos tão sós.

Começo por admitir que sou eu  próprio, um ciberfanático com dezenas de contas em redes sociais e que vivo imerso em tecnologia quase 24h por dia.

Mas há qualquer coisa errada com a tecnologia. Ou melhor, com a forma como a tecnologia está a transformar radicalmente as pessoas e sua socialização.



Era suposto a tecnologia melhorar o mundo e a sociedade. E em muitos aspectos isso aconteceu e continua a acontecer a uma velocidade vertiginosa.


Mas não tenho tanta certeza que a tecnologia nos tenha tornado melhores pessoas e em sociedades melhores (o que seja que isso significa).




É o lado humano da questão que me preocupa.

Um dia observei algo que me fez repensar a minha perspectiva da tecnologia e o seu efeito nas pessoas.

Numa sala com vários adolescentes, vi-os a olhar a cada 20 segundos para o seu telemóvel ou smartphones (talvez enviando tweets, emails, SMS ou a "checkar" o status do Facebook).

Nem foi tanto isso que me surpreendeu, mas o silêncio de cortar à faca que se fazia sentir. Aquele cenário fez-me calafrios, como se estivesse num filme de terror em que os jovens à minha frente fossem todos reféns de uma força obscura maligna que quisesse dominar o mundo.

Aparentemente, pelo menos na sua perspectiva, eles estavam a socializar-se: a partilhar o seu status no Facebook, a enviar fotos para o Instagram, a enviar talvez um SMS ao amigo ao lado a dizer o quanto se estava a divertir.

Mas eu não os via assim. Eu via-os sós, completamente sós.



Há várias formas de solidão, e considero até que a solidão é não só saudável como indispensável para uma adequada socialização. Uma solidão que nos faça reflectir nos nossos valores e atitudes. Uma solidão incomodativa que questione as nossas crenças e incorpore os outros na nossa perspectiva.

Mas aquela não era esse tipo de solidão. Era uma solidão produzida pelo medo de estarem sós. A solidão do pior tipo e um completo paradoxo. Eles não queriam estar fora da "onda", fora das redes sociais, fora da enxurrada de SMS sem sentido e totalmente vazios de conteúdo. Eles queriam estar lá onde "se passava a acção". E estavam.

Só que ao estar "lá" não estavam "cá".

sábado, 21 de setembro de 2013

Os ateus são mais inteligentes do que os crentes religiosos



Novo estudo diz que:
Os ateus são mais inteligentes do que os crentes religiosos


Publicado pelo Guardian NY





Um novo estudo conduzido pela Universidade de Rochester (EUA) conclui que os ateus são mais inteligentes que os crentes religiosos. O estudo é considerado particularmente significativo porque é uma meta- análise de 63 outros estudos.

As meta-análises são realizadas para despistar os resultados errados de outros estudos individuais, e para estabelecer uma tendência fiável entre todos os estudos efectuados ao longo do tempo.

A meta-análise, segundo M. Webster é "uma análise estatística quantitativa de diversas experiências e estudos separados mas semelhantes, a fim de testar os dados agrupados para terem significância estatística. "

O estudo foi realizado pelo investigador Miron Zuckerman e encontrou " uma relação negativa de confiança entre a inteligência e a religiosidade . " Em um dos estudos de meta-análise , os pesquisadores acompanharam um grupo de 1.500 crianças superdotadas durante um período que abrange 92 anos.
O estudo, não está terminado e ainda continua.



Até ao presente os resultados desse estudo mostram que uma menor religiosidade está presente nos indivíduos mais talentosos mesmo nos seus últimos anos. Isto parece contradizer a crença comum de que as pessoas se tornam mais religiosas à medida que vão envelhecendo, isso pelo menos não acontece com os indivíduos mais talentosos, que não tendem a abraçar a religião à medida que envelhecem, e em vez disso, reforçam as suas convicções ateístas durante toda a sua expectativa de vida.



Outro estudo de 1958 concluiu que " ... embora as crianças inteligentes compreendam conceitos religiosos mais cedo na vida, elas também são as primeiros a duvidar da verdade da religião, e os alunos inteligentes são muito menos propensos a aceitar as crenças ortodoxas, e um pouco menos propensos a ter atitudes pró religiosas. "

Os investigadores sugerem, contudo, que embora a visão comum do ateísmo seja que pessoas mais inteligentes "saibam mais " do que as pessoas menos inteligentes , pode acontecer que as pessoas altamente inteligentes simplesmente tenham menos "necessidade " de religião.

Eles são capazes de adaptar as suas capacidades de " auto-regulamentação e auto-aprimoramento ", para melhorar as suas vidas, sem a necessidade de religião, e isso também pode explicar a sua falta de necessidade nas crenças religiosas. "As pessoas que possuem as funções que a religião fornece são propensas a adoptar o ateísmo , pessoas sem essas mesmas funções (por exemplo , os pobres, os indefesos ) são propensos a adoptar o teísmo ", diz o estudo.



Este novo estudo que conclui que os ateus são mais inteligentes que os crentes religiosos também sugere que os ateus também podem envolver-se em comportamentos que acabarão por levar a uma quebra na fé religiosa, como prosseguirem mais nos estudos e consequentemente a obtenção de empregos melhor remunerados:



As pessoas inteligentes costumam passar mais tempo na escola, uma forma de auto -regulação que traz benefícios a longo prazo. Pessoas mais inteligentes conseguem (mais facilmente) empregos de nível superior (e melhor emprego e maior salário), que pode levar a uma maior auto-estima , e a incentivar as crenças de controle pessoal.



Por ultimo, as pessoas mais inteligentes são mais propensas a contrair casamento e permanecerem casadas (maior compromisso), embora o casamento ocorra mais tarde na vida.

O que sugere, que, quando essas pessoas inteligentes passam da fase adolescente para a idade adulta e, em seguida, à meia-idade , os benefícios da inteligência podem continuar a se acumular.

Esta acumulação de benefícios de se ser inteligente pode ser o que faz com que as pessoas com inteligências mais fortes tendam a ser menos religiosas.



No entanto, outros estudos têm mostrado consistentemente que os ateus também tendem a ser mais inteligentes do que outros grupos, tais como os conservadores que não são necessariamente religiosos.

A ideia duma necessidade de “conservadorismo " não parece contribuir para os resultados destes estudos. No entanto, alguns psicólogos pensam que todos os sistemas de “crença”estão ligadas aos objectivos reprodutivos e não à inteligência pura.



Obviamente, ainda há muitas perguntas a serem feitas e muita mais pesquisa a ser realizada para determinar exactamente porque os ateus parecem ser mais espertos do que os crentes religiosos e outros grupos.

The Guardian


segunda-feira, 29 de julho de 2013

DESOBEDECER



NÃO HÁ DINHEIRO
qual destas três palavras não percebeu?


Três palavras, uma depressão

Não há dinheiro. Assim falava Vítor Gaspar e assim ainda falam os que pretendem tornar permanente a política de austeridade depressiva: não havia, não há e não haverá dinheiro.

Não havia dinheiro e daí a troika e o seu memorando. Não há dinheiro e daí a proposta pós-democrática do Presidente da República. Não haverá dinheiro e daí o segundo resgate, qualquer que seja o seu nome, com a mesma austeridade, desta vez sem o FMI.

Todas as fraudes - do "vivemos acima das nossas possibilidades" ao "todos temos de fazer sacrifícios" - e todas as políticas que estas inspiraram nos últimos dois anos - da mais predadora vaga de privatizações aos cortes nos salários directos e indirectos - são tributárias do poder de, com três palavras, enganar os portugueses com a verdade.

O resto do artigo, que saiu hoje no Público, pode ser lido aqui mas olhe que não existem mais dúvidas

Pelo meu, pelo seu e pelo bem dos (nossos) filhos e netos, temos de regressar à política da dívida com que começámos;

esta é a nossa arma, a arma dos que sabem que têm de desobedecer às estruturas de dominação europeias

terça-feira, 23 de julho de 2013

Os MONOPÓLIOS



É curioso observar a posição da Apple, enquanto empresa monopolista, e a sua relação recente com os mercados financeiros. Sem grandes incentivos ao reinvestimento dos seus lucros, esta empresa acumulou ao longo dos anos 145 mil milhões de dólares. No entanto, no passado mês de Abril, a Apple decidiu endividar-se nos mercados com obrigações no valor de 17 mil milhões de dólares. Naquela que aparentemente foi a maior emissão de dívida de sempre de uma empresa privada, as taxas de juro variaram entre 0,5% nas obrigações a três anos e 3,8% a trinta anos.


Todavia, porque é que uma empresa se vai endividar se está a nadar em liquidez? A razão é bastante prosaica. Boa parte dos 145 mil milhões de dólares disponíveis foi ganha e está depositada fora dos EUA. O seu repatriamento implicaria o pagamento do imposto sobre lucros norte-americano (35%). Por outro lado, o juro pago nesta emissão de dívida será dedutível na factura fiscal da Apple, resultando aparentemente numa poupança de 100 milhões de dólares todos os anos. Este dinheiro angariado nos mercados não servirá para financiar novos investimentos (e emprego), mas sim para permitir uma maior distribuição de dividendos pelos accionistas e financiar um programa de recompra de acções cujo objectivo é elevar a sua cotação na Bolsa.

Conclusão, a Apple beneficia de uma posição no mercado que lhe permite focar-se na valorização financeira das suas acções em vez da sua actividade produtiva, foge descaradamente ao fisco do país que lhe deu as condições físicas e humanas para florescer e, não contente, financia os ganhos dos seus accionistas através de um subsídio implícito dos contribuintes norte-americanos graças às deduções fiscais.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

THE OVERVIEW EFFECT

Coisas algo estranhas acontecem aos astronautas quando regressam depois de terem contemplado a nossa bela bola azul - A TERRA - do espaço



The Overview Effect — Space Exploration and Human Evolution (Houghton-Mifflin, 1987)

O efeito geral é uma mudança cognitiva na consciência relatado por alguns astronautas e cosmonautas durante o voo espacial, muitas vezes durante a visualização da Terra em órbita ou a partir da superfície lunar.Refere-se à experiência de ver em primeira mão a realidade da Terra vista do espaço, que é imediatamente entendida como uma minúscula bola frágil que alberga a vida, pendurado no vazio, protegida e alimentada por uma fina camada de atmosfera. Do espaço, os astronautas dizem-nos que as fronteiras nacionais desaparecem, os conflitos que dividem as pessoas tornam-se menos importantes, e a necessidade de se criar uma sociedade planetária de  Estados com a finalidade de de proteger este "frágil ponto azul" torna-se óbvia e fundamental .

Observações feitas por terceiros a esses indivíduos relatam uma diferença notável na sua atitude. Os astronautas Rusty Schweikart , Edgar Mitchell, Tom Jones, Chris Hadfield  e Mike Massimino, todos eles relataram que experimentaram o efeito.

O termo e o conceito foi cunhado em 1987 por Frank White, que os explicou no seu livro The Overview Effect — Space Exploration and Human Evolution (Houghton-Mifflin, 1987), (AIAA, 1998).

Ao ver pela primeira vez o nosso planeta por inteiro, do espaço, e a compreensão de que tudo, absolutamente tudo, o que nasceu e morreu, tuda a História, toda a evolução todas as invenções, criações, arte guerras... teve lugar nessa linda esfera azul, autentico oasis a flotuar no vazio e ao mesmo tempo tão frágil, dá-se uma subita revelação, junta-se a peça do puzzle que faltava para ter a resposta. Dá-se uma epifania.

Uma noite (ou muitas) passada a olhar as estrelas (stargazing) com boa visibilidade e de preferência com uns bons binóculos (ou mesmo uma ida ao Planetário) na companhia de quem possa ensinar alguma "coisinha" contribui em muito para o "despertar da mente".

Paradoxalmente agora que o homem alcançou a possibilidade técnica de modificar o seu futuro, também as multidões, maioritáriamente concentradas nas grandes metrópoles, perderam a capacidade de olhar as estrelas. Devido à poluição luminosa e ao facto de não terem tempo para NADA, a maioria só consegue ver a Lua, perdendo assim uma ligação milenar com o cosmos e os correspondentes sentimentos de beleza, exaltação, admiração, respeito...por ele induzidos.

Como a maior parte de nós nunca poderá ir ao espaço, ver o Planeta Mãe como um todo, sentir a imponderabilidade a actuar sobre o corpo, sugiro como alternativa:

1º Mergulhar em águas marinhas calmas, limpidas e com uma temperatura agradável que permita a não utilização dum fato de mergulho. A ausência de peso é uma sensação fora do normal que nos ajuda a "voar" a alteração dos sons debaixo de água como que nos transporta para outra dimensão, e o contacto com a água no corpo (daí a importância da temperatura) aliados aos efeitos da luz solar a reverberar no meio aquático provocam uma sensação de experiência quase "extra-planetária".

2º Subir a picos montanhosos acima dos 3000m (onde já não existe práticamente vida) e escutar o silêncio (por vezes o bater do próprio coração é o único som) e olhar o horizonte. ver o sol (e os astros) a rodarem na sua "coreografia" cósmica...

Dumoc
“Child” of the Universe in the Earth year 2013

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domingo, 21 de abril de 2013

CONTROLO SOCIAL e LIBERDADE

Entrevista de Mike Wallance, na ABC (American Brodcasting Corporation) ao autor do Admirável Mundo Novo *,( Brave New World 1932 ) Aldous Huxley. Dessa entrevista, muito elucidativa sob o ponto de vista do controlo social, destaco uma passagem relativa ao papel da educação na consciencialização dos sujeitos para o exercício da liberdade.


Aldous Huxley
1958


Entrevistador: A questão que continua presente na minha cabeça é: obviamente a política em si não é má, a televisão em si não é má, a energia atómica não é má mas você parece temer essas coisas sejam usadas de forma perversa. Por que é que as pessoas certas, em sua opinião, não vão usá-las? Porque é que as pessoas erradas usarão estes vários dispositivos e por motivos errados?

Aldous Huxley: Bem, eu acho que uma das razões é que esses são todos instrumentos para a obtenção de poder e a paixão pelo poder é uma das paixões que mais movimenta as pessoas. Afinal de contas, todas as democracias se baseiam na proposição de que o poder pode ser muito perigoso e que é extremamente importante não deixar qualquer homem ou qualquer pequeno grupo ter poder demais por muito tempo (...) e todos estes novos dispositivos são extremamente eficientes para a imposição do poder por grupos pequenos sobre grandes massas.

Entrevistador: Bem, você fez a pergunta a si mesmo e Inimigos da Liberdade, vou colocar-lhe a sua própria pergunta. Você perguntou isto: numa época de acelerada super-produção, de acelerada super-organização e de meios de comunicação mais eficientes do que nunca como podemos preservar o valor da pessoa humana? Você colocou a questão, tem a possibilidade de, aqui e agora, responder, Sr. Huxley.

Aldous Huxley: Bem, isso é obviamente... antes de tudo, uma questão de educação. Eu acho que é muito importante insistir nos valores assumidos pelo indíviduo (...) há uma tendência, como você deve ter lido num livro de Whyte, The organization man, um livro muito interessante e valioso, onde ele fala sobre o novo tipo de moralidade de grupo, a ética do grupo, fala sobre o grupo como se ele fosse de alguma forma mais importante do que o indivíduo (...) E eu acho extremamente importante enfatizarmos os aspectos educacionais da nossa vida (...) ensinar as pessoas a estar em guarda contra todo o tipo de armadilhas verbais em que estão sempre a ser conduzidas, a analisarem o tipo de coisas que lhes são ditas. Bem, eu acho que há todo esse aspecto educativo e que existem muitas outras coisas que se podem fazer para fortalecer as pessoas e torná-las mais conscientes do que está a ser feito.

*Admirável Mundo Novo (Brave New World na versão original em língua inglesa) é um livro escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais aparentes chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.

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As sociedades e as manadas

quinta-feira, 28 de março de 2013

Cultura, Política e Poder

A cultura não depende da política, pelo menos não deveria , ainda que isso seja inevitável nas ditaduras, sobretudo nas ideológicas ou religiosas, nas quais o regime se sente autorizado a ditar as normas e  a estabelecer cânones dentro dos quais a vida cultural se deve desenvolver, sob uma vigilância do Estado empenhado em que ela não se afaste da ortodoxia que serve de apoio àqueles que governam. O resultado deste controlo, sabemo-lo, é a progressiva conversão da cultura em propaganda, isto é, na sua deliquescência por falta de originalidade, espontaneidade, espirito crítico e vontade de renovação e experimentação formal.

Numa sociedade aberta, ainda que mantenha a sua independência da vida oficial, é inevitável e necessário que a cultura tenham relações e intercâmbios. Não só porque o Estado, sem restringir a liberdade de criação e de crítica, deve apoiar e propiciar atividades culturais -- na preservação e promoção do património cultural, acima de tudo-- como também porque a cultura deve exercer uma influência sobre a vida política, submetendo-a a uma avaliação crítica contínua e inculcando-lhe valores e formas que a impeçam de se degradar.

Na civilização do espetáculo, infelizmente, a influência que a cultura exerce sobre a politíca, em vez de lhe exigir que mantenha certos padrões de excelência e integridade, contribui para a deteriorar moral e civicamente, estimulando o que possa nela haver de pior, por exemplo, a simples farsa. Todos vimos como, ao ritmo da cultura dominante, a politica foi substituindo cada vez mais as ideias e os ideais, o debate intelectual e os programas, pela mera publicidade e pelas aparências. Consequentemente, a popularidade e o êxito conquistam-se não tanto pela inteligência e pela probidade, mas sim pela demagogia e pelo talento histriónico.


Assim dá-se o curioso paradoxo de que, enquanto nas sociedades autoritárias é a política que corrompe e degrada a cultura, nas democracias modernas é a cultura -- ou aquilo que ursupa o seu nome -- o que corrompe e degrada a política e os políticos.

Mário Vargas Llosa

A Civilização do Espetáculo

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Total da dívida das Nações mais Industrializadas : 55 TRILIÕES

20 Sinais que demonstram como a Europa está preste a entrar numa depressão económica profunda.


Um Pesadelo económico está prestes a abater-se sobre a Europa. A cada mês que passa os indicadores económicos, pioram (e de que maneira) na EU. Neste momento torna-se muito difícil a qualquer economista (ou outra pessoa conhecedora dos factos) negar que a Europa está já a entrar naquilo que será uma Depressão Económica Plena. De facto, algumas partes da Europa já lá chegaram. Em Espanha a taxa de desemprego já chegou aos 22% e na Grécia um em cada cinco estabelecimentos já faliu. Por toda a Europa a actividade económica está a abrandar rapidamente, o desemprego sobe em flecha e o crédito mal parado não para de aumentar. Nem sequer será necessário o incumprimento por parte duma nação como a Grécia ou o colapso do Euro para empurrar a Europa para uma depressão económica. Tudo o que a Europa precisa de fazer para lá chegar muito em breve é permanecer no actual caminho político/económico. Normalmente todos os Governos Europeus, teriam respondido a um abrandamento económico, aumentando o investimento governamental. Mas desta vez, a maioria deles já estão afogados em dívidas. Em vez de aumentarem a despesa pública, a maioria dos governos estão pelo contrário a cortá-la. Por toda a Europa os governos são encorajados a implementar mais aumentos de impostos e mais cortes orçamentais, na esperança que toda esta austeridade possa ajudar a salvar a Europa do pesadelo das dívidas soberanas que enfrenta.

Mas infelizmente, todos estes aumentos de impostos e cortes orçamentais vão causar um colossal sofrimento económico.

O mais assustador é que nos encontramos somente no início do processo para a maior parte dos países.

Se quiserem entender para onde, países como Portugal, Itália e Espanha de encaminham basta olhar para a Grécia.

A Grécia está a seguir este caminho já há alguns anos e ainda não existe nenhuma luz ao fundo do túnel

O Aumento de Impostos e os cortes orçamentais que se implementam por toda a Europa vão-se fazer sentir por muitos anos vindouros. A enorme prosperidade económica que foi alimentada pelo, sem precedente, avultado crédito concedido, dará agora vez a um enorme e desmesurado sofrimento económico.

Os, seguintes 20 sinais, apontam para que a Europa está a mergulhar numa severa depressão económica...

#1 O Desemprego para aqueles entre os 16 e os 24 é de 28% na Itália, 43% na Grécia, e de 51% em Espanha.

#2 A Taxa de Desemprego para os menores de 25 na UE é de 22,7%.

#3 O Citigroup projecta para a economia Portuguesa, um encolhimento de 5.7% este ano.

#4 O total da divida em Portugal (Governamental, privada negócios, privada consumo) é equivalente a 360% do produto Interno Bruto.

#5 A recessão Grega está a entrar no 5º ano.

#6 A economia grega encolheu 6% em 20111.

#7 Há previsões de que a economia Grega encolha mais 5% em 2012.

#8 A taxa de desemprego na Grécia é de 18,5%t.

#9 Na Grécia, 20% das lojas de retalho encerraram permanentemente.

#10 O número de suicídios na Grécia aumentou de 40% nos últimos 12 meses.

#11 Segundo o FMI, a divida acumulada pelo Governo Grego é aproximadamente 160% do produto interno bruto.

#12 No total existem hoje mais do que 5 milhões de desempregados em Espanha.

#13 O crédito mal parado em Espanha atingiu um máximo de 17 anos.

#14 A Taxa de Desemprego em Espanha está nos 22,8%.

#15 Em Espanha o número de penhoras sobre propriedades subiu 32% no último ano.

#16 Quando a divida do Governo Italiano se vencer em 2012 adicionada ao ´dficit orçamental estimado o total será cerca de 23,1% do produto interno bruto.

#17 A actividade produtiva da Zona Euro, cai por 5 meses consecutivos.

#18 A economia Inglesa contraiu-se no último trimestre de 2011.

#19 A economia Alemã contraiu-se no ultimo trimestre de 2011.

#20 O BDI ( Baltic Dry Index), usado normalmente como barómetro da saúde económica Mundial, caiu uns impressionantes 61% desde Outubro.


Uma economia sombria alastra devagar por toda a Europa como uma nuvem negra. Algumas das mais sólidas economias Europeias estão só a começar a abrandar. Outras já se encontram em verdadeira Pane Económica.

A Grécia está em depressão, a Espanha está em depressão, Portugal e a Irlanda estão em depressão, Na Lituânia corre-se para o banco para levantar o dinheiro enquanto as corridas aos bancos continuam. Na Hungria há depressão e na maioria da Europa de Leste existe já uma depressão (Roménia, Bulgária…)

Enquanto tudo se desagrega na Europa as disputas politicas sobem de tom.

Por exemplo nos últimos dias uma nova e chocante proposta por parte da Alemanha, que pretendia que a Grécia desse poderes totais sobre taxas e impostos e cortes orçamentais a um comissário Europeu.

O que iria representar uma perda de soberania sem precedentes para a Grécia, e como é evidente foi rejeitada, e apelidada como produto duma mentalidade doentia, pela ministra Grega da educação, Anna Diamantopoulos.

Mas o sentimento geral na Alemanha é que já que a Grécia tem que ser resgatada pelo povo Alemão, a Grécia tem que aceitar submeter-se a uma certa supervisão durante esse período.

Vai ser interessante ver como esta questão se vai desenrolar…

Entretanto o povo Grego está cada vez mais furioso. De acordo com uma sondagem 90% do povo está muito descontente com o 1º Ministro (não eleito) Lucas Papademos.

Entretanto as coisas estão rapidamente a descarrilar também em Portugal onde se fala já, também, dum “haircut” na divida Portuguesa.

O que escrevo em seguida é tirado dum artigo no Financial Times.

” Um Estudo do Kiel Institute para o World Economy diz que Portugal tem que conseguir um excedente de 11% do PIB para evitar entrar numa espiral descontrolada de incumprimento mesmo com um cenário benigno de crescimento anual de 2%.
A divida Portuguesa é insustentável. É a única conclusão possível. Afirmou o David Bencek o co-autor, ao mesmo tempo que avisa que, “nenhum país consegue sustentar um défice de 5% do PIB, no orçamento de estado, por muito tempo.
Não sabemos qual será o detonador, mas assim que houver uma decisão para a Grécia, todos vão tomar mais atenção e chegar à conclusão que Portugal está na mesma situação em que a Grécia se encontrava há um ano atrás”.

Infelizmente este artigo retrata a realidade nua e crua.

Portugal percorre o mesmo caminho que a Grécia percorreu.

Os Juros da dívida Portuguesa a 5 anos atingiram hoje um recorde de 24%

Há um ano atrás esses juros eram de 6%

Foi o mesmo que aconteceu à Grécia.

Há um ano atrás o Juro da Divida Grega a 5 anos era de 12%

Hoje esse juro é de 50%

O Mundo está a enfrentar uma crise de Divida Soberana e a Europa está no epicentro.
Neste momento as nações mais industrializadas do mundo, somam uma divida de 55 TRILIÕES
Todos Sabíamos que em determinada altura a BOMBA da Dívida iria explodir!

O que irá suceder de seguida?
A Europa parece caminhar para uma forte depressão económica.
Será o resto do mundo capaz de escapar ao mesmo destino?

LINK:
http://theeconomiccollapseblog.com/archives/16-statistics-which-show-that-the-number-of-americans-dependent-on-the-government-is-at-an-all-time-high

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