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terça-feira, 7 de abril de 2015

LIBERDADE


O teste mais aterrorizador e mais importante para um ser humano é ficar em isolamento absoluto.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

em busca do raio verde ...

Aviso à navegação do Raio Verde


Desde a última semana estão reunidas as condições atmosféricas ideais para a observação deste raro fenómeno óptico, que se produz ao por do sol.

Devido à presença dum anticiclone localizado a NE sobre a península Ibérica, a atmosfera mantêm-se sem nuvens e com pouca humidade que associadas as baixas temperaturas das camadas baixas e médias da atmosfera proporcionam as condições ideais à observação do raro fenómeno.
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Os locais ideais para o observar  (na região de Lisboa) são:
 o cabo da Roca e o cabo Espichel

                                   cabo da Roca                    cabo Espichel

                       Latitude - 38" 47' N              Latitude - 38''46' N
                      Longitude - 9'' 30' O             Longitude - 9''13' O  
                          Altitude - 140 m                         Altitude - 155 m


O Raio Verde, popularizado pelo romance de Júlio Verne com o mesmo nome, não é fácil de observar.

A jovem Helena Campbell estava em busca do Raio Verde, pois segundo contava a lenda, quem o visse encontraria o seu amor verdadeiro.

Aristobulus Ursiclos, seu admirador, vai fazer de tudo para conquistar o amor da bela jovem, mesmo que ele tenha que atrapalhar os planos de encontrar "O Raio Verde".

Nessa obra, Júlio Verne, nos mostra um dos maiores mistérios que até hoje a humanidade não consegue compreender: o amor.

O Raio Verde, é um raro fenómeno meteorológico e óptico que se dá ao nascer ou ao pôr-do-sol, em condições muito particulares de tempo.

É mais frequente no mar e só pode ser observado se o horizonte estiver absolutamente visível, isto é sem qualquer neblina (atmosfera com pouca humidade).

Com determinados valores de temperatura e humidade relativa há boas probabilidades de se dar.





Descrição do Fenómeno
No preciso momento que a ultima porção do arco superior do disco solar toca a linha do horizonte, os comprimentos de onda mais longos da luz solar, os Vermelhos, já se "puseram" e a maioria dos comprimentos de onda da luz, os Laranjas e os Amarelos são absorvidos pela atmosfera.

Se também acontecer que haja camadas invertidas de ar morno e frio por cima suficientes para produzirem alguma turbulência, isso irá dispersar para cima os comprimentos de onda mais curtos da luz, os Azuis, Índigo e Violeta, ficando somente o comprimento de onda VERDE.

Produzindo um vivo e deslumbrante Flash de luz verde.


Pestaneje e perdê-lo-á
Veja-o e sentir-se-á inspirado e transformado.

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Como os olhos azuis 

















quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

ETHER & NETHER



A galinha dos ovos de Oiro


...Quando a galinha dos ovos de ouro  
deixou de pôr ovos de ouro 
ninguém sabia o que é que havia de fazer
 porque ninguém nunca tinha visto uma galinha
 que já não punha ovos de ouro.


O homem começou a gastar o dinheiro todo 

nos médicos até que um dia já não tinha mais nada para 

dar e como não podia dar mais nada
 deu a galinha para a criada comer. 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

SEXUAL HEALING



Para sua satisfação sexual, os homens ocidentais preferem as mulheres orientais.

As mulheres ocidentais preferem os homens Africanos

Os brancos querem bronzear-se e aprenderem a dançar como os pretos.

Os pretos querem ter cabelo claro e desfrisar o cabelo.

Assim a humanidade vai-se encaminhando...


terça-feira, 30 de setembro de 2014

A economia, o crime e a arte


a economia
que nem sequer é capaz de fazer prognósticos que se confirmem

poder ser considerada uma ciência?

Quando ouvimos as previsões económicas, percebemos que daí por duas semanas eram totalmente falsas...

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

As Partículas Elementares III

Frequentamos as pessoas durante anos, por vezes dezenas de anos, habituamo-nos pouco a pouco a evitar as questões pessoais e os assuntos realmente importantes; mas conservamos a esperança de mais tarde, em circunstâncias mais favoráveis...


segunda-feira, 14 de julho de 2014

O Campionato Mundial do Dinheiro

Se realmente houvesse verdadeira justiça (poesia...) no mundo, a Argentina teria vencido a Alemanha nos últimos três minutos de jogo, em vez daquilo que sucedeu.



A Alemanha representa tudo o que há de errado com o sistema financeiro mundial. A Argentina é “O” caso típico de países cujas economias estão reféns das políticas defendidas pela Alemanha - e, infelizmente, pelos Estados Unidos também.

Deixa-me explicar.


sábado, 5 de julho de 2014

Saudades do Futuro: 2020

Quem de entre vós merece a vida eterna?

 quem a deseja?


«O ciúme e a vontade de procriar têm a mesma origem, que é a dor de ser. 

É a dor de ser que nos leva a procurar o outro, como um paliativo;


sábado, 21 de junho de 2014

ARTE E LOUCURA

A vida futura que terminamos de criar é precocemente antiga bem como uma paixão triste. Algo como: “os beijos não são importantes, no teu tempo nem haverá beijos”



sábado, 7 de junho de 2014

Amor quando existe


“Quero-te não exactamente por quem tu és, 


mas por quem eu sou quando estou contigo.”



Gabriel Garcia Marquez

terça-feira, 27 de maio de 2014

Podemos viver sem ler

"Podemos viver sem ler, é verdade; mas também podemos viver sem amar: o argumento mete água como uma jangada conduzida por ratazanas.



Só quem já esteve apaixonado sabe o que o amor oferece e tira; só quem já leu sabe se a vida merece ser vivida sem a consciência daqueles homens e mulheres que nos escreveram milhares de vezes antes de termos nascido.



E que ninguém sorria perante estas linhas. Por uma vez, e sem que sirva de precedente, foram escritas exclusivamente a partir da emoção."

In “O Revisor“, de Ricardo Menéndez Salmón

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Gifts of Unknow Things by LYALL WATSON

Cada célula num corpo e cada molécula e cada átomo nessa célula encontram-se num estado de vibração constante.

Ao vibrarem provocam pequenas oscilações (perturbações) locais. Essa oscilações somam-se umas às outras e produzem suficiente energia para conseguirem mudar as propriedades do campo eléctrico e magnético do espaço que ocupam, e as “notícias” destas mudanças viajam à velocidade da luz para outros espaços.

Devido às nossas constituições serem todas diferentes, ressonamos, cada um de nós, numa frequência particular que é tão pessoal como a nossa impressão digital.

Como humanos, nós somos suficientemente parecidos uns com os outros, ao ponto de assegurar que as nossas transmissões pessoais ficam todas dentro duma largura de banda que pode ser recebida pelos outros indivíduos da nossa espécie.

Todos os sistemas biológicos, estão desta maneira, em constante comunicação uns com os outros e com o mundo exterior que os envolve.

Somos todos, unidades de radar. Os nossos corpos emitem grandes quantidades de energia nas mesmas altas-frequências, que a maior parte dos transmissores de radar, também utilizam.

Nós irradiamos micro-ondas mais ou menos duma largura (comprimento de onda) comparável à da unha do polegar.

Conjuntos destas ondas exploram tudo na nossa vizinhança, pelo que a todo o instante, quando estamos com outras pessoas, estamos inconscientemente, sondando-as e, ao mesmo tempo, a ser tocados por sua vez pelas suas transmissões.

Se colocarmos detectores sensíveis à volta dum corpo vivo, estes detectam as suas emissões e provam que estas radiações se alteram à medida que as variações fisiológicas vão ocorrendo. Uma pessoa doente produz uma emissão menos potente que uma pessoa saudável; um corpo normal produz emissões extra sempre que experimenta uma emoção forte. Mesmo com os relativamente pouco sensíveis detectores que se usam hoje em dia é possível detectar estas variações a cerca de 100 m de distância.

O nosso poder de emissão é limitado pelo facto do corpo humano ser (comparativamente) uma fraca fonte de energia. O nosso sistema nervoso, contudo, tem muitas das mesmas propriedades semicondutoras de um transístor e consegue amplificar, pequenos e fracos sinais, tanto quanto, um milhão de vezes.

Isto transforma-nos em receptores muito sensíveis, perfeitamente capazes de captar sinais à distância. Teoricamente, não existe nenhuma razão para não sermos capazes de detectar mensagens vindas de organismos semelhantes que se encontrem a muitos quilómetros de distância, possivelmente mesmo fora do nosso horizonte visual e talvez mesmo quando esses transmissores estejam na parte oposta do planeta.

Se todos possuímos um pouco desta sensibilidade, então, isso pode ser a resposta àquela sensação desconfortável, que por vezes temos, de estarmos a ser observados - e quando nos voltamos, repentinamente, descobrimos que de facto isso era verdade.

Na Universidade de Delaware, macacos rhesus, foram olhados fixamente por humanos, que eles não podiam ver. Os observadores, espreitavam-os simplesmente, através de fendas, a intervalos irregulares, e cada vez que o faziam provocavam mudanças distintas nos seus padrões de ondas cerebrais, e em breve os macacos começaram a ter um comportamento depressivo.

Num estudo comparativo com humanos, descobriu-se que uma pessoa que é espreitada muitas vezes tem tendência para ter um ritmo cardíaco mais elevado do que uma que o não é.

Este desenvolvimento, que está a captar muito interesse científico e à beira de produzir novas e importantes descobertas, parece apoiar a teoria telepática, o que ainda até há bem pouco tempo era considerado meramente especulativo e apoiada exclusivamente por pessoas com menos entraves intelectuais daqueles que a ciência pré quântica tinha estabelecido.

É importante que se recorde que fenómenos desta natureza, de maneira nenhuma são novos e têm sido registados ao longo das eras, a maior parte das vezes catalogados na categoria do sobrenatural.




 LYALL WATSON

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Gayatri Mantra



quinta-feira, 6 de março de 2014

O País dos Loucos



O segredo para ter mais não é ter mais; é precisar de menos.

E saboreá-lo ainda mais. O gajo mais feliz do mundo não é, nunca é, o gajo que tem mais coisas do mundo. O gajo mais feliz do mundo é, é sempre, o gajo que precisa de menos coisas do mundo.


O gajo que faz de um prato de sopa um banquete, o gajo que faz de um T1 um palácio, de uma cama que geme o mais faustoso dos leitos de prazer. O gajo mais feliz do mundo é o gajo menos precisado do mundo.

O gajo que não precisa de mais do que aquilo que tem para ter tudo aquilo que quer ter. O segredo para a felicidade é não ter segredo nenhum.

O segredo para a felicidade é valorizar a preço de ouro o que se tem e valorizar a preço de merda aquilo que não se tem. E é mesmo assim: o que tens é ouro e o que não tens é merda.

E é só o facto de tu quereres o que não tens que eleva o valor do que não tens a um valor, por vezes, ainda mais elevado do que aquilo que tens. Aprende de uma vez por todas: nasceste com tudo aquilo de que precisas.


Então aproveita-o. Aproveita-o em pleno. Aproveita-te em pleno. É claro que podes, e deves, querer mais. Querer mais não é errado, nem sequer é deprimente. Querer mais é fixe.

É querer mais que faz o mundo andar. Quer mais. Quer todos os dias mais. Mas nunca te deixes ser menos só porque queres mais.

Nunca te contentes com o que tens; mas, mais ainda, nunca fiques descontente com o que não tens.



O que tens tem de nunca te deixar contentado. Mas tem, ainda assim, de te deixar contente.

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in “O Livro dos Loucos”, de Pedro Chagas Freitas



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Gifts of Unknow Things

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Mescalina e as portas de percepção


Numa radiosa manhã de Maio em 1953, Aldous Huxley tomou pela primeira vez quatro décimos de grama de mescalina (400 mg) dissolvidas em meio copo de água.



Sentou-se e aguardou os seus efeitos. Pouco depois, tudo o que o rodeava se transformou.

Eis a génese de As Portas da Percepção  (1954), um dos livros mais inspiradores para a contracultura americana dos anos 60. (os The Doors foram-lhe buscar o nome)
Registo minucioso de alterações sensoriais e ensaio filosófico que aborda os efeitos libertadores desta substância alucinogénica, é uma obra visionária sobre o funcionamento da mente e o desejo de transcendência do ser humano.

O cérebro possui um certo número de sistemas enzimáticos que servem para coordenar o seu funcionamento.

Algumas destas enzimas regulam o fornecimento de glucose aos neurónios. A mescalina inibe a produção destas enzimas, reduzindo assim a quantidade de glucose disponível para um órgão que precisa constantemente de açúcares.

Quando a mescalina reduz a ração normal de açúcares do cérebro, o que sucede? O número de casos observados até agora é muito reduzido, o que nos impede de formular, para já, uma resposta abrangente. Mas o que sucedeu na maioria dos escassos indivíduos que tomaram mescalina sob supervisão médica pode ser resumido do seguinte modo.
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(1) A capacidade de evocar recordações e de «manter a cabeça no lugar» pouco ou nada é afectada. (Ao ouvir as gravações dos diálogos que mantive sob influência da droga, nada me indica que me mostrasse então mais estúpido do que o sou habitualmente.)
(2) Há uma grande intensificação das impressões visuais, e o olho recupera uma parte da inocência perceptiva da infância, quando a sensação não estava subordinada de forma imediata e automática ao conceito. O interesse no espaço reduz-se e o interesse no tempo toma-se quase nulo.
(3) Embora o intelecto retenha todas as suas faculdades, e embora a percepção seja imensamente melhorada, a força de vontade sofre uma deterioração profunda. Aquele que consome mescalina não vê razões para fazer seja o que for em particular, e considera profundamente desinteressantes a maior parte das causas em nome das quais, em condições 
de normalidade, estaria preparado para agir e sofrer. Tais motivações são-lhe completamente indiferentes, pela simples razão de ter coisas melhores em que pensar.
(4) O indivíduo pode experimentar estas coisas melhores «lá fora» (foi o meu caso) ou «cá dentro» ou em ambos os mundos, o interior e o exterior, simultânea ou sucessivamente. 
O facto de elas serem efectivamente melhores parece evidente a todos os consumidores de mescalina de fígado são e espírito desanuviado que têm acesso à droga.

Estes efeitos da mescalina são do género que seria de esperar após a administração de uma droga capaz de reduzir a eficiência da válvula redutora cerebral.

Quando o cérebro se vê privado de açúcares, o ego mal nutrido torna-se
fraco, não se mostra interessado em cumprir as tarefas maçadoras que lhe cabem e perde todo o interesse nas relações espaciais e temporais que tanta importância têm para um organismo apostado em singrar no mundo.

À medida que a Mente sem Limites flúi a pouco e pouco, ultrapassando
a válvula que deixou de ser estanque, muitas e variadas coisas biologicamente inúteis começam a acontecer.

Nalguns casos, podem ocorrer fenómenos de percepção extra-sensorial.
Outras pessoas descobrem um mundo de beleza visionária.
A outras ainda, é revelado o carácter esplendoroso, o infinito valor e importância da existência nua e crua, do acontecimento puro, não-conceptualizado.
No estádio final de apagamento do ego, sobrevém um «conhecimento obscuro» de que Tudo está em tudo - de que Tudo é, na verdade, cada um.

Isto é o mais próximo, deduzo, que uma mente finita alguma vez pode chegar de «apreender tudo o que está a acontecer em todos os lugares do universo».

excerto de "as portas da percepção" 1953 de Aldous Huxley 

ANTÍGONA

"A experiência não é o que acontece com um homem;é o que um homem faz com o que lhe acontece"
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A SENTINELA - Richard Zimler


Pano de fundo

Tendo como pano de fundo o Portugal contemporâneo, um país traído por uma elite política corrupta, que distanciada de qualquer sentimento patriótico, exerce o poder exclusivamente em benefício pessoal.


Ao mesmo tempo que rendida ao fracasso e subjugada pelo peso dos seus próprios erros históricos, impotente, esta elite, volta-se para a única coisa que pode fazer. Gozar a sua vida, afundada em vícios e privilégios que os colocam acima da lei.


Richard Zimler criou um intrigante policial psicológico, com uma figura central que se debate com os seus demónios pessoais ao mesmo tempo que tenta deslindar um caso que irá abalar para sempre as suas convicções.

Sinopse

Até que ponto um único assassinato pode iluminar a crise moral em que se encontra o país?

6 de Julho de 2012. Henrique Monroe, inspector-chefe da Polícia Judiciária, é chamado a um luxuoso palacete de Lisboa para investigar o homicídio de Pedro Coutinho, um abastado construtor civil.

Depois de interrogar a filha da vítima, Monroe começa a acreditar que Coutinho foi assassinado ao tentar defender a perturbada adolescente do violento assédio sexual de algum amigo da família.

Ao mesmo tempo, uma pen que o inspector descobre escondida na biblioteca da casa contém alguns ficheiros com indícios de que a vítima poderá também ter sido silenciada por um dos políticos implicados na rede de corrupção que o industrial montara para conseguir os seus contratos e as avultadíssimas somas de dinheiro que deles derivam.

Conclusão Dumoc

Todos nós, Portugueses, pressentimos desde muito cedo nas nossas vidas, e de certa forma todos sabemos e aceitamos (embora relutantemente) o que este Americano (de dupla nacionalidade portuguesa) nos vem dizer acerca de nós próprios.

Em bom Português esta elite resume-se a : "Sete cães a um osso".

Autor

Richard Zimler nasceu em 1956 em Roslyn Heights, um subúrbio de Nova Iorque. Fez um bacharelato em Religião Comparada na Duke University e um mestrado em Jornalismo na Stanford University. Trabalhou como jornalista durante oito anos,
principalmente na região de São Francisco. Em 1990 foi viver para o Porto, onde leccionou Jornalismo, primeiro na Escola Superior de Jornalismo e depois na Universidade do Porto. Tem actualmente dupla nacionalidade, americana e portuguesa. Desde 1996, publicou dez romances, uma colectânea de contos e dois livros para crianças.

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domingo, 12 de janeiro de 2014

Uykusuz Venϋs



Foi Lançado ontem em Lisboa no Hotel Fontecruz na av. da Liberdade em Lisboa, pela Chiado Editora o primeiro livro da poetisa Ana Carolina Martins, intitulado em Turco Uykusuz Venϋs isto é Vénus sem Sono.

Refiro-me a Ana Carolina Martins como Poetisa e não como “modernamente” mas duma forma muito redutora, se pretende englobar numa ordem assexuada todos os Poetas, quer eles pertençam à metade masculina ou feminina da Humanidade.

Por outro lado a própria autora dá-nos uma orientação clara nesse sentido ao intitular a obra de Vénus sem sono, numa referência clara a si própria e ao sexo que representa.



Para além da evidente diferença que o próprio género imprime (inevitavelmente) na formação da visão do mundo, também o acto poético, passa por sentir na pele quer do autor quer do leitor (duma forma claramente sexual) o sabor, o cheiro, a temperatura, a forma e a musicalidade das palavras que exprimem os mais profundos sentimentos e estados de alma.



como tal é da mais elementar justiça reconhecer a maternidade (tal como a paternidade) da obra nascida no fundo do ser, que sente, apreende, absorve e tem a capacidade de sofrer e jubilar, precisamente por não ser assexuado nem normalizado mas antes individualizado na metade da humanidade em que lhe coube em sorte nascer.

Ana Carolina Martins assumiu-se, ontem publicamente, pela 1ª vez como Poetisa.

Uma jovem Poetisa muito prometedora, acrescento eu.


112013

o mar enxuga a vista desmedida
como o manto quente
que me trazes quando estou triste

pergunto-te se ficas

a primeira resposta é vaga
mas acabas por dizer que ficas seis meses à experiência

concordo

mas não ficas.














Ana Carolina Martins  
Uykusuz Venϋs