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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

E se este ano não tiveres mais Natal

É a Ecónomia ESTÚPIDO!

Estas políticas [de austeridade] que efectuam cortes nas despesas do orçamento reduzem a dinâmica salarial, reduzem o emprego público e, por conseguinte, travam o consumo. Reduz-se a procura no preciso momento em que as empresas estão em subprodução, em que o desemprego é elevado, em que portanto temos uma capacidade industrial e humana subaproveitada.
É exactamente o contrário do que foi feito na anterior grande Depressão, quando o esforço de guerra,  pôs toda a gente a trabalhar e a ganhar salários nas fábricas.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Are we living in the end times?

Slavoj Zizek, the philosopher and cultural critic, on the collapse of society and the failure of capitalism.

Segundo o conceituado filósofo Slavoj Zizek, o sistema capitalista está a empurrar todos nós na direcção dum apocalíptico extermínio.
 

“…nunca nos devemos esquecer que neo-liberalismo, não é uma prática económica é uma ideologia, os países que se proclamam pró liberal estão todos a infringir as regras.

Nos Países Escandinavos, de longe os mais igualitários do mundo, onde o usual fosso entre o salário mais alto e o mais baixo nas companhias é de 4 para 1 e onde ainda se tem os melhores serviços de cuidados médicos e segurança social do mundo, 


e aí vem a surpresa, 

ao mesmo tempo estes países estão no topo da competitividade do mercado, logo a seguir de Singapura e Hong-Kong, o que é uma prova clara e empírica que um espírito igualitário, segurança social, cuidados médicos, etc.


 não põe em perigo, necessariamente a competitividade.” 

aos 20:00


O Ocidente e a resposta neo liberal está em negação!

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Saudades do Futuro: 2020










domingo, 28 de novembro de 2010

MARGARET MEAD: das tribos primitivas à revolução sexual feminina

publicado em recortes por João Lobato em 23 nov 2010

Quem iria imaginar que uma das maiores influências para a revolução sexual feminina estava escondida nas pacatas tribos primitivas do Pacífico Sul? O dedo pode ser apontado a Margaret Mead, uma aventureira cujos estudos antropológicos, na primeira metade do século passado, iriam minar a idílica imagem da família tradicional do Ocidente.



Nascida em 1901, nos EUA, a vida atribulada de Mead passou por três casamentos, seguidos dos respectivos divórcios, e por dois casos amorosos com mulheres. Para uma sociedade americana que até aos anos 60 do século passado era bastante conservadora, a sua vida privada constituía um verdadeiro escândalo.

Mas desde cedo Mead se revelou uma rapariga incomum. Não só se apaixonou pela antropologia, como decidiu, aos 22 anos, ir viver para a Samoa Americana (no Pacífico Sul), para aí realizar vários estudos de campo. Não foi de admirar que muitos homens se interrogassem sobre o que fazia uma jovem mulher branca no meio de uma horda de bárbaros, em vez de estar em casa a cozinhar para o marido.

A resposta cai como um relâmpago em 1928, quando a antropóloga regressa ao Ocidente para escrever um dos mais polémicos (e vendidos) livros da época: Adolescência, sexo e cultura em Samoa.

Na sua obra revolucionária, a antropóloga faz tiro ao alvo com a ideia preconcebida de que os problemas que nos angustiam na juventude se devem à natureza da adolescência. Ao analisar algumas aldeias tribais, constata, com grande espanto, que a passagem da infância à adolescência era aí feita com absoluta tranquilidade, sem traços da angústia ou confusão tão típicas no Ocidente. Conclusão: esqueçam as borbulhas na cara, afinal os problemas da adolescência tinham uma origem nas exigências e expectativas culturais da sociedade.


A polémica estala quando Mead vai ainda mais longe e descreve a forma como as jovens mulheres samoanas tinham o hábito de adiar o casamento por muitos anos, de modo a desfrutarem do sexo ocasional. Só depois de se casarem é que assentavam e tinham filhos.

Este retrato radical da sexualidade feminina teve o condão de revirar o estômago a muitos leitores (tal como a alguns colegas antropólogos), os quais não perderam tempo a qualificar a obra como um mero “livro de sexo”, acusando a autora de ter uma mentalidade “suja”.

Indiferente às críticas e ansiosa por mais peripécias capazes de fazer estalar o verniz do socialmente correcto, a investigadora americana contornou de novo o globo e instalou-se na Nova Guiné. Sem o saber, estava a preparar uma nova bomba antropológica, desta vez para implodir o orgulho masculino.

Em 1935, publica o livro Sexo e temperamento em três sociedades primitivas, outro best-seller controverso. A questão agora espicaçada era: seriam as diferenças entre o homem e a mulher meramente biológicas? Depois de ter estudado e analisado três tribos primitivas, culturalmente diferentes, a resposta científica redundou num atónito não.

Na primeira tribo analisada, Mead verificou que tanto os homens como as mulheres eram de temperamento pacífico. Por contraste, na segunda tribo os dois géneros já tinham uma atitude guerreira.

E eis que, na terceira e última, constatou-se o caso mais curioso: os homens passavam a maior parte do tempo a ornamentarem-se para ficarem bonitos, perdendo tempo com futilidades, enquanto as mulheres trabalhavam arduamente e eram práticas – o completo oposto do que era comum ocorrer em princípios do século XX, no mundo ocidental.

Perante este e outros factos, Mead foi pioneira ao propor que as características masculinas e femininas reflectiam as influências culturais e sociais, não se limitando às diferenças biológicas.

A formidável visão de superioridade que os homens tinham de si caía, assim, no maior dos ridículos, enquanto o feminismo ganhava um importante balão de oxigénio.

Em 1978, já uma figura super-mediatizada e aplaudida como uma das maiores antropologistas de sempre, acabou por falecer. Atrás de si deixa um legado repleto de argumentos científicos que iriam apoiar as revoluções sexuais e culturais dos anos 60. A forma de encarar a diferença de género não voltaria a ser a mesma… e os pais mais conservadores ganharam razões para ter maiores dores de cabeça em relação aos filhos.

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Saudades do Futuro: 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Recibos Verdes




Pedro Passos Coelho não é "loira"
é distraída


Passos Coelho, que dirige um Governo que insiste em manter este regime e ainda o piorou nos últimos anos, confessa agora que também não o compreende.

Ainda assim, exige que precários com baixos rendimentos façam tudo o que ele não fez: que entendam as regras e que as cumpram, sob pena de severas consequências.

É esta a estranha moral de um primeiro-ministro, que decreta um suposto rigor para quem está em dificuldades, mas reserva para si todas as facilidades.

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sábado, 3 de abril de 2010

Saramago e todas as Putas (só aquelas que pariram politicos)



"Regressados de uma viagem à Argentina e Bolívia, os meus cunhados María e Javier trazem-me o jornal Clarín de 30 de Agosto.

Aí vem a notícia de que vai ser apresentada ao Parlamento peruano uma nova lei de turismo que contempla a possibilidade de entregar a exploração de zonas arqueológicas importantes, como Machu Picchu e a cidadela pré-incaica de Chan-Chan, a empresas privadas, mediante concurso internacional.

Clarin chama a isto "la loca carrera privatista de Fujimori". O autor da proposta de lei é um tal Ricardo Marcenaro, residente da Comissão de Turismo e telecomunicações e Infra-Estrutura do Congresso peruano, que alega o seguinte, sem precisar da tradução: " En vista de que el Estado no ha administrado bien nuestras zonas
arqueológicas – qué pasaría si las otorgaramos a empresas especializadas en otros países con gran efectividad?"

A mim parece-me bem.

Privatize-se Machu Picchu, privatize-se Chan Chan, privatize-se a Capela Sistina, privatize-se o Pártenon, privatize-se o Nuno Gonçalves, privatize-se a Catedral de Chartres, privatize-se o Descimento da Cruz, de Antonio da Crestalcore, privatize-se o Pórtico da Glória de Santiago de Compostela, privatize-se a Cordilheira dos Andes,

privatize-se tudo,
privatize-se o mar e o céu,
privatize-se a água e o ar,

privatize-se a justiça e a lei, 
privatize-se a nuvem que passa,
privatize-se o sonho,

sobretudo se for diurno e de olhos abertos. 

E, finalmente, para florão e remate de tanto privatizar,
privatizem-se os Estados,
entregue-se por uma vez a exploração deles a
empresas privadas, mediante concurso internacional.

Aí se encontra a salvação do mundo... 

E, já agora,
privatize-se também a puta que os pariu a todos."

José Saramago


Cadernos de Lanzarote - Diário III, págs. 147/8




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Privacidade = Liberdade

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Déjà Vu

Ao ouvir José Sócrates parece que estamos a rever um daqueles filmes do assustador neo-realismo português, Sócrates não nos responde com a realidade, nem sequer a descreve, foge dela a sete pés. Em alternativa, a única que nos concede, imagina um mundo e trata de nos descrever a referida fantasia agora com contornos de romance tecnológico e termina sempre com a inevitável lição moral aos que o invejam, aos que não percebem certamente por teimosia ou pura estupidez, que o futuro será maravilhoso.




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

um espirito livre: Manuel Serra

Sempre foi um Espírito LIVRE de riso franco e aberto.

Morreu domingo 31 Janeiro 2010

Descansa em paz

Nobre Guerreiro



Tive muito gosto em te ter conhecido, Manuel

Ouvir as tuas magnificas histórias,

Aprender e sonhar contigo a liberdade.

Não esquecerei, nunca, o teu riso.





Manuel Serra 1932 - 2010




Nós os que para aqui ficamos

entre lágrimas, desertos e porquês,

separados daqueles que amamos

em lista de espera prá nossa vez.

domingo, 8 de novembro de 2009

ANTI VIRUS Europeu para liberdade na Internet


UE autoriza corte de acesso à Internet sem ordem judicial.

O texto define ainda que essas medidas podem ocorrer apenas como resultado de um "procedimento prévio, justo e imparcial", que garanta "o direito [ao visado] a ser escutado" e ainda "o direito a uma revisão judicial eficaz e oportuna".


Ou seja, é possível o corte do acesso à Internet, sem uma ordem judicial prévia, ao contrário do que agora acontece.A directiva tem de ser transposta para todos os países da EU até final de Maio de 2011.


Nesta “democrática” Europa é necessário uma ordem judicial para tudo o que mexa com corrupção, mas parece não ter a mesma opinião quando se trata de liberdade de expressão.


Por cá, estou certo que o Engenheiro está interessadíssimo em que entre rapidamente em vigor.


(original do WEHAVEKAOSINTHEGARDEN )

sábado, 25 de abril de 2009

25 Abril 1974

VIVA
Agora só Faltam:
O Trabalho, o Pão, a Saúde, a Habitação, a Educação, a Justiça
e um plano consensual para Portugal REALMENTE Progredir

segunda-feira, 2 de março de 2009

os fiscais, a tirania e A Liberdade intrinseca!


Neste Portugal, "Livre", "Democrático" e "Moderno", onde todos os dias surgem mais Leis, Regulamentações, Poriboições, Fiscalizações e Restrições. Neste País onde o respeito é conseguido à custa de Dinheiro ou da Policia. Nesta Sociedade onde o Politicamente correcto é desculpa na forma de hipocrisia e onde o descartável é regra universal, cada vez mais, de dia para dia aumenta a minha vontade de infrigir as regras estabelecidas. O que faço com muito gozo. Quando não há policia por perto (pelo menos nesta 1ª fase) lá vai alho...uma infraçãosinha aqui outra ali...
Dou comigo a fazer coisas que nunca fazia antes.
Já me apeteceu comprar um cão sómente para poder levá-lo a defecar nos relvados e passeios como fazem as pessoas que não têm filhos, até já pensei em voltar a fumar para o fazer em cafés restaurantes e outros locais vedados a tão infame prática.
Quando me apaixonei pela ultima vez, em honra do Amor, no meu carro passei 20 sinais vermelhos, senti-me mesmo BEM!

Estes pequenos "delitos" têm um poder energético tremendo e são de grande valor para a higiene mental ao mesmo tempo potenciadores da inspiração, tanto que por vezes trabalho horas seguidas, esquecendo-me de quase tudo para além do essencial. Tal foi o Caso da criação dum acrilico intitulado Cais-das-Colunas pois impossibilitado há tanto tempo de rever o local amado, procedi a uma recriação. Imagino como me sentiria Super bem caso podesse distribuir produtos tóxicos por essa economia a fora, ou inventar esquemas de piramide ou ainda que mais pidesco fazer parte da ASAE.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Projecto Venus Redesenhar uma Cultura


Quando pensamos na enormidade dos desafios que se colocam à sociedade actual, podemos concluir que é mais que tempo de reexaminar os nossos valores, e de reflectir e avaliar o que damos como adquirido e garantido no que assumimos como sociedade. Esta auto análise questiona a própria naturesa do significado de ser-se Humano, aquilo que significa ser-se membro de uma "civilização" e que escolhas podemos (ainda) fazer hoje para garantir um futuro próspero para toda a população mundial. De momento confrontamo-nos com muito poucas alternativas. As respostas do passado já não são relevantes. Podemos continuar (como até agora) com os nossos costumes sociais e hábitos de pensamento ultrapassados que nos levarão (rápidamente) a um futuro ameaçador e deshumano, ou podemos aplicar um conjunto de valores mais relevante e apropriados a um novo tipo de sociedade emergente.

A experiência ensinou-nos que o comportamento humano pode ser modificado, quer em direção a uma actividade construtiva quer destrutiva.

Este é o objectivo do projecto Venus - dirigir a nossa tecnologia e recursos na direção positiva.