É super fácil o pensamento abstracto de contarmos e nos expressarmos em milhões,mesmo que o façamos acerca das vidas perdidas na Segunda Guerra Mundial.
esculturas de gelo a derreter
lembrando as vidas perdidas na 2ª guerra mundial
Numa era do pronto a vestir, pronto a comer,pronto a pensar, pronto a viver, são cada vez menos as pessoas predispostas a reflectir sobre "este planeta" esta "civilização" "esta vida contemporânea" em que estamos todos mergulhados e que, incontornavelmente, nos afecta e condiciona. Neste Video do realizador
Por isso e para ajudar quem se importa e quer saber onde e em que tempo vive, o cineasta Neil Halloran mostra-nos numa curta visualização do filme "The Fallen of World War II",que estreou no Memorial Day, dia da Vitória, o número impressionante de pessoas que morreram, de onde vieram e como perderam as suas vidas.
O Renascimento, o Iluminismo, ciência e tecnologia, e o
reconhecimento dos direitos do homem, são os valores de estado (ocidentais) que
têm dominado o mundo nos últimos 500 anos. Ao longo dos últimos 200 anos, a
visão Anglo – Americana de economia: assumiu forma e através da: industrialização;
a democracia representativa liberal; colonização patrocinado pela inovação e
crescimento económico. Estes elementos acabaram por se fundir na globalização
económica.
O sismógrafo regista agora algo mais sinistro do que
fissuras; desafios a praticamente todos estes elementos-chave estão na base do
movimento descontrolado que a agulha indica.
Um dia em Pompeia, uma exposição de Melbourne Winter Masterpieces , foi realizada no Museu de Melbourne de 26 junho a 25 outubro de 2009. Mais de 330 mil pessoas visitaram a exposição - uma média de mais de 2.700 por dia - tornando-se a exposição itinerante mais popular de sempre encenada por um museu australiano. Zero One criou a animação para uma instalação teatro 3D imersivo que deu aos visitantes a oportunidade de sentir o mesmo drama e terror sentido pelos cidadãos da cidade há muito tempo, e testemunhar como uma série de erupções dizimaram Pompeia ao longo de 48 horas. __________________________________________
Muitas vezes (demasiadas), nós os Ocidentais, descuramos o que pensam e sentem os habitantes mais a leste deste nosso planeta.
Para nós é mais frequente, e natural também, ouvirmos os discursos e as razões do presidente e dos senadores americanos.
Mas essa é somente uma metade da realidade. Realidade essa que, infelizmente, tem levado tantas vezes a conflitos graves, com consequências dramáticas para dezenas ou mesmo centenas de milhões de habitantes desta magnifica nave azul.
Traduzi esta entrevista de Sergei Glaziev. Conselheiro de Putin onde ele nos explica como as mudanças estruturais da economia global, e um momento importante de viragem para a Ásia, parece ter precipitado...
Os seres humanos já alteraram tanto o planeta, e se persistirem no actual caminho a sua extinção é uma possibilidade real .
Mas se por outro lado aplicarem soluções sustentáveis aos modelos de vida das suas sociedades modernas, então, pelo menos parte da civilização humana, poder-se-á tornar quase imortal
Num mapa colocado nas redes sociais usadas pelos jihadistas do Estado Islâmico pode ver-se até onde estes querem estender o seu califado dentro de cinco anos.
Protagonistas de uma onda de violência na Síria e no Iraque, os extremistas sunitas do Estado Islâmico, liderados por Abu Bakr al-Baghdadi, divulgaram agora nas redes sociais, Twitter e Facebook, os seus planos de conquista a cinco anos. E em 2020, os jihadistas querem não só dominar os países muçulmanos, mas também um extenso território que vai desde a fronteira sul do Quénia, até Portugal e Espanha, passando pela Áustria e Balcãs.
Há empresas que estão a obrigar as suas funcionárias a
assinar por escrito o compromisso de que não irão engravidar nos próximos cinco
anos.
Notícia de, 18 de Junho de 2014. Sim, a gravidez das
mulheres continua a dar problemas, problemas que eram morais e culturais e que
a modernidade e o desenvolvimento transformaram em problemas laborais e
económicos.
Cerca de 155 anos antes da CompuServe ter apresentado o
primeiro gif animado em 1987 , o físico belga Joseph Plateau anunciou a sua invenção chamada Phenakistoscope , um
dispositivo que é considerado como o primeiro mecanismo para a verdadeira animação.
O phenakistoscope utiliza um disco giratório ligado
verticalmente a um cabo (que serve para o segurar em posição). Dispostas em volta do centro desse disco (do lado contrário ao espectador) ficam uma série de
desenhos mostrando as várias fases da
animação, e cortadas no disco uma série de fendas radiais espaçadas a intervalos certos.
O espectador
gira o disco e olha através das fendas em movimento, a reflexão das imagens
num espelho.
O Varrimento das imagens reflectidas através das fendas, impede que
as imagens fiquem desfocadas pelo movimento rotativo e o espectador vê uma sucessão de
imagens que parece ser uma única imagem em movimento.
Apesar de Plateau ser
creditado como o inventor do dispositivo , havia na época, inúmeros outros matemáticos e
físicos que estavam a trabalhar em ideias semelhantes,e todos eles estavam era a desenvolver as ideias
e a obra do matemático grego Euclides
e de Sir Isaac Newton , que também tinha
identificado os princípios que estão por trás do funcionamento do phenakistoscope .
Mas, que tipo de coisas é que as pessoas queriam ver
animadas e despertavam a curiosidade e as "obrigavam" a espreitar para este
dispositivo?
Bem, leões a comer pessoas. Mulheres transformando-se em bruxas. E outras
imagens mais selvagens e psicadélicas, muito ao contrário dos gifs animados de hoje.
Incluiu-se aqui uma selecção de algumas das primeiras imagens
animadas, várias das quais são cortesia de Richard Balzer que as foi minuciosamente
digitalizando de phenakistoscopes antigos.
é um dos bairros com mais
“atmosfera” em Lisboa e é certamente o bairro de Lisboa com a personalidade
mais interessante.
Campo de Ourique é o bairro
que todos os outros gostariam de ser
Não nasci no bairro mas por
lá ter vivido todos os anos 80 e boa parte dos 90, apaixonei-me
irremediavelmente por Campo de Ourique.
esplanada no Jardim da Parada
Apesar de já lá não viver,
continua a ser o meu bairro. É lá que gosto de fazer as minhas compras, beber
uma bica, tomar a minha imperial, comprar jornais, visitar livrarias,
conversar, jantar…
É uma das sete colinas de Lisboa:
é aquela que é um planalto.
Campo de Ourique com o rio Tejo em fundo
Com muita vida, agradável de
se visitar, pois, por ser plano, percorre-se de lés a lés, com facilidade embora possa demorar mais do que o esperado, devido aos muitos locais interessantes.
Lá, “acontece” cultura,
vive-se cultura, pois transbordante de vida, assume-se como uma das mais
interessantes zonas comerciais de Lisboa e uma das poucas que conseguiu
sobreviver ao fenómeno das grandes superfícies comerciais, pois, aí ainda se encontra
um comércio palpitante que nos oferece variedade, qualidade, exclusividade e
sempre um cordial e personalizado bom atendimento.
R. Tomás da Anunciação
A aldeia dentro da cidade:
Um bairro que ainda se
mantém popular e que já é moderno.
Podemos comprovar esta
modernidade na Loja Chocolate e Gengibre que alia a moda à arte abstracta num conceito inovador, onde lado a lado com as
colecções que a simpática e talentosa Rosarinho Guerra
( natural do bairro) selecciona, para todas as mulheres poderem realçar os seus
encantos naturais, o artista plástico Dumoc(ex residente) apresenta as
suas criações abstractas em telas coloridas e vibrantes que decoram com
sofisticação e leveza o espaço e muitas livingrooms duma elite vanguardista.
apartamentos de luxo em construção
no novo edifício do emblemático Cinema Europa
A face popular de Campo de Ourique , está mesmo à vista
e descobre-se em cada esquina:
Em Campo
de Ourique a gastronomia é visível nos múltiplos e excelentes restaurantes,
pastelarias, mercados, mercearias, charcutarias…é uma área na qual o bairro sempre foi rico, mas em que nos últimos
anos se apurou ainda mais.
arte nova na pastelaria Tentadora
É um bairro onde se come
muito bem e é visto pelos lisboetas e pelos turistas como um local onde é muito
agradável passar umas horas de “qualidade” como por exemplo no Café Restaurante
RUACANÁ, fundado em 1956 e baptizado pelas influências
africanas da época com o mesmo nome das muito belas quedas de água em Angola. Foi nas caves deste estabelecimento, durante o Estado Novo, muitos dos que lutaram contra o seu derrube, na clandestinidade aí se reuniram e guardaram os panfletos e as literaturas contra o regime, que eram impressas na Livraria Ler, situada do outro lado do Jardim da Parada.
A outra face de Campo de Ourique, mais reservada, mais
peculiar, só se dá a conhecer a quem por lá anda com olhar atento:
Campo
de Ourique esteve fortemente ligado às ideias liberais, não fossem algumas das
suas ruas, homenagens a personalidades ligadas à revolução de 1820, como Ferreira Borges, Correia Teles e Saraiva de
Carvalho e de ter sido a partir desta última que, finalmente culminou naimplantação da Republica em 1910.
Foram talvez
estas estirpes agitadoras e republicanas que uniram, apesar da sua diferença de
classes, operários e burgueses e que deram o mote a Campo de Ourique, para crescer
pejado de personalidade.
estátua de Maria da Fonte
(jardim da Parada)
História:
Na origem, Campo
de Ourique era apenas uma encosta ventosa para onde vão viver os operários das
inúmeras fábricas de Alcântara.
operários numa fábrica em Alcântara
Até ao século XVIII o bairro não fazia parte do centro de Lisboa. Quando a
primeira freguesia surgiu, a de Santa Isabel, era composta por conventos e
quintas. Mais tarde o liberalismo extinguiu os conventos.
ribeira de Alcântara actual Av. Ceuta.
Campo de Ourique foi uma zona de grandes ideais liberais, o que é comprovado
ainda hoje pelos nomes das ruas e avenidas relativos a homens ligados a
revolução de 1820, como Ferreira Borges, Correia Teles e Saraiva Carvalho.
Campo de Ourique foi, desde sempre, uma zona de grandes tradições
revolucionárias e republicanas que uniam operários e burgueses, apesar da
diferença de classes.
O início do século XX é uma época de grande prosperidade que se iniciado com a
política de Fontes Pereira de Melo no fim do século XIX.
Campo de Ourique é uma das
sete colinas de Lisboa, mas é aquela que é plana e é aí que é Traçado o vasto xadrez geométrico que constituirá o bairro,
para o qual afluiu um estrato social médio-burguês, movido pelo prestígio que
rodeavam os novos espaços urbanizados.
O ideário burguês determinava comportamentos e situações.
Hoje o bairro ainda mantém esses traços.
Rés Vês Campo de Ourique
Existe um factor que esteve
na origem desta expressão, que significa escapar por milagre, e ainda dois
outros que mais tarde o vieram reforçar e dar à expressão a popularidade que
hoje tem.
Factor de origem - No terramoto que atingiu Lisboa em 1755 os 35 arcos do
Aqueduto das Águas Livres sobreviveram sem fracturas por
ficarem situados na junção de duas placas do Cretácio Superior, no limite de
uma falha sísmica, a de Campo de Ourique.
Aqueduto das Águas Livres
Os outros dois factores que
a reforçam:
1º – No traçado urbano da
Lisboa oitocentista, a circunvalação que traçava os limites da cidade passava
no próprio bairro de Campo de Ourique na rua Maria Pia pelo que o bairro era
considerado, à justa, uma parte de Lisboa.
Rua Maria Pia (rua da circunvalação foi a 1ª circular de Lisboa)
2º - Dz-se também que foi com o eléctrico 24 que fazia o percurso entre os prazeres e o largo do Carmo que esta expressão se tornou ainda mais popular. A Razão de tal popularidade deve-se ao facto do eléctrico quase roçar a esquina da Real Panificação (em Campo de Ourique) pois colocando a mão fora da janela podia-se tocar no edifício: o eléctrico passava mesmo à Justa ou seja Rés vés Campo de Ourique.
O Solstício de Verão de 2013 é hoje, embora aqui em Lisboa
não pareça (de maneira nenhuma) o ínicio do verão.
No hemisfério Norte, teremos a noite mais curta do ano
e a sombra dos objectos atinge o seu valor mínimo.
Para celebrar esta efeméride no âmbito do Ano Internacional do Planeta Terra 2013, instituições e público em geral vão repetir uma experiência realizada pela primeira vez há mais de dois milénios, por Eratóstenes (276 a. C – 194 a. C).
Analisando a sombra de objectos em dois lugares diferentes, ao meio dia, e juntando alguma matemática, Eratóstenes foi (assim) o primeiro a apresentar um valor para o raio da Terra.
como é aqui, simples e magistralmente explicado por Carl Sagan
Entrevista de Mike Wallance, na ABC (American Brodcasting Corporation) ao autor do Admirável Mundo Novo *,( Brave New World 1932 ) Aldous Huxley. Dessa entrevista, muito elucidativa sob o ponto de vista do controlo social, destaco uma passagem relativa ao papel da educação na consciencialização dos sujeitos para o exercício da liberdade.
Entrevistador: A questão que continua presente na minha cabeça é: obviamente a política em si não é má, a televisão em si não é má, a energia atómica não é má mas você parece temer essas coisas sejam usadas de forma perversa. Por que é que as pessoas certas, em sua opinião, não vão usá-las? Porque é que as pessoas erradas usarão estes vários dispositivos e por motivos errados? Aldous Huxley: Bem, eu acho que uma das razões é que esses são todos instrumentos para a obtenção de poder e a paixão pelo poder é uma das paixões que mais movimenta as pessoas. Afinal de contas, todas as democracias se baseiam na proposição de que o poder pode ser muito perigoso e que é extremamente importante não deixar qualquer homem ou qualquer pequeno grupo ter poder demais por muito tempo (...) e todos estes novos dispositivos são extremamente eficientes para a imposição do poder por grupos pequenos sobre grandes massas. Entrevistador: Bem, você fez a pergunta a si mesmo e Inimigos da Liberdade, vou colocar-lhe a sua própria pergunta. Você perguntou isto: numa época de acelerada super-produção, de acelerada super-organização e de meios de comunicação mais eficientes do que nunca como podemos preservar o valor da pessoa humana? Você colocou a questão, tem a possibilidade de, aqui e agora, responder, Sr. Huxley. Aldous Huxley: Bem, isso é obviamente... antes de tudo, uma questão de educação. Eu acho que é muito importante insistir nos valores assumidos pelo indíviduo (...) há uma tendência, como você deve ter lido num livro de Whyte, The organization man, um livro muito interessante e valioso, onde ele fala sobre o novo tipo de moralidade de grupo, a ética do grupo, fala sobre o grupo como se ele fosse de alguma forma mais importante do que o indivíduo (...) E eu acho extremamente importante enfatizarmos os aspectos educacionais da nossa vida (...) ensinar as pessoas a estar em guarda contra todo o tipo de armadilhas verbais em que estão sempre a ser conduzidas, a analisarem o tipo de coisas que lhes são ditas. Bem, eu acho que há todo esse aspecto educativo e que existem muitas outras coisas que se podem fazer para fortalecer as pessoas e torná-las mais conscientes do que está a ser feito. *Admirável Mundo Novo (Brave New World na versão original em língua inglesa) é um livro escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais aparentes chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe. ___________________________________________ poderá também apreciar
A História dos homens é a História dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele.
James Wood escreve sobre Deus e o terramoto no "New York Times" de hoje.Começa assim: "In the 18th century, the genre of “earthquake sermon” was good business. Two small shocks in London, in 1750, sent the preachers to their pulpits and pamphlets. The bishop of London blamed Londoners’ lewd behavior; the bishop of Oxford argued that God had woven into his grand design certain incidents to alarm us and shake us out of our sin. In Bloomsbury, the Rev. Dr. William Stukeley preached that earthquakes are favored by God as the ultimate sign of his wrathful intervention.Five years later, when Lisbon was all but demolished by an enormous earthquake, the unholy refrain was heard again — one preacher even argued that the people of Lisbon had been relatively fortunate, for God had spared more people than he had killed. It was the Lisbon earthquake that prompted Voltaire to attack Leibniz’s metaphysical optimism, in which all is for the best in the best of all possible worlds. Theodicy, which is the justification of God’s good government of the world in the face of evil and pain, was suddenly harder to practice. But the preachers kept at it. “There is no divine visitation which is likely to have so general an influence upon sinners as an earthquake,” wrote the founder of Methodism, John Wesley, in 1777." Ler o resto aqui http://www.nytimes.com/2010/01/24/opinion/24wood.html?th&emc=th