Mostrar mensagens com a etiqueta ciência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ciência. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 21 de junho de 2013

SOLESTÍCIO DE VERÃO 2013

O Solstício de Verão de 2013 é hoje, embora aqui em Lisboa
não pareça (de maneira nenhuma) o ínicio do verão.
No hemisfério Norte, teremos a noite mais curta do ano
e a sombra dos objectos atinge o seu valor mínimo.
Para celebrar esta efeméride no âmbito do Ano Internacional do Planeta Terra 2013, instituições e público em geral vão repetir uma experiência realizada pela primeira vez há mais de dois milénios, por Eratóstenes (276 a. C – 194 a. C).


Analisando a sombra de objectos em dois lugares diferentes, ao meio dia, e juntando alguma matemática, Eratóstenes foi (assim) o primeiro a apresentar um valor para o raio da Terra.

como é aqui, simples e magistralmente explicado por Carl Sagan

*

Earth of sea and land and air
Lit into opportunistic life

By her mother star
Energy for you and me

 to burst into bloom

*

Tomorrow, the Sun will rise.
The Earth will revolve.
Life will adjust, compromise.
After the workday, we celebrate
potent evening light.



quinta-feira, 13 de junho de 2013

THE OVERVIEW EFFECT

Coisas algo estranhas acontecem aos astronautas quando regressam depois de terem contemplado a nossa bela bola azul - A TERRA - do espaço



The Overview Effect — Space Exploration and Human Evolution (Houghton-Mifflin, 1987)

O efeito geral é uma mudança cognitiva na consciência relatado por alguns astronautas e cosmonautas durante o voo espacial, muitas vezes durante a visualização da Terra em órbita ou a partir da superfície lunar.Refere-se à experiência de ver em primeira mão a realidade da Terra vista do espaço, que é imediatamente entendida como uma minúscula bola frágil que alberga a vida, pendurado no vazio, protegida e alimentada por uma fina camada de atmosfera. Do espaço, os astronautas dizem-nos que as fronteiras nacionais desaparecem, os conflitos que dividem as pessoas tornam-se menos importantes, e a necessidade de se criar uma sociedade planetária de  Estados com a finalidade de de proteger este "frágil ponto azul" torna-se óbvia e fundamental .

Observações feitas por terceiros a esses indivíduos relatam uma diferença notável na sua atitude. Os astronautas Rusty Schweikart , Edgar Mitchell, Tom Jones, Chris Hadfield  e Mike Massimino, todos eles relataram que experimentaram o efeito.

O termo e o conceito foi cunhado em 1987 por Frank White, que os explicou no seu livro The Overview Effect — Space Exploration and Human Evolution (Houghton-Mifflin, 1987), (AIAA, 1998).

Ao ver pela primeira vez o nosso planeta por inteiro, do espaço, e a compreensão de que tudo, absolutamente tudo, o que nasceu e morreu, tuda a História, toda a evolução todas as invenções, criações, arte guerras... teve lugar nessa linda esfera azul, autentico oasis a flotuar no vazio e ao mesmo tempo tão frágil, dá-se uma subita revelação, junta-se a peça do puzzle que faltava para ter a resposta. Dá-se uma epifania.

Uma noite (ou muitas) passada a olhar as estrelas (stargazing) com boa visibilidade e de preferência com uns bons binóculos (ou mesmo uma ida ao Planetário) na companhia de quem possa ensinar alguma "coisinha" contribui em muito para o "despertar da mente".

Paradoxalmente agora que o homem alcançou a possibilidade técnica de modificar o seu futuro, também as multidões, maioritáriamente concentradas nas grandes metrópoles, perderam a capacidade de olhar as estrelas. Devido à poluição luminosa e ao facto de não terem tempo para NADA, a maioria só consegue ver a Lua, perdendo assim uma ligação milenar com o cosmos e os correspondentes sentimentos de beleza, exaltação, admiração, respeito...por ele induzidos.

Como a maior parte de nós nunca poderá ir ao espaço, ver o Planeta Mãe como um todo, sentir a imponderabilidade a actuar sobre o corpo, sugiro como alternativa:

1º Mergulhar em águas marinhas calmas, limpidas e com uma temperatura agradável que permita a não utilização dum fato de mergulho. A ausência de peso é uma sensação fora do normal que nos ajuda a "voar" a alteração dos sons debaixo de água como que nos transporta para outra dimensão, e o contacto com a água no corpo (daí a importância da temperatura) aliados aos efeitos da luz solar a reverberar no meio aquático provocam uma sensação de experiência quase "extra-planetária".

2º Subir a picos montanhosos acima dos 3000m (onde já não existe práticamente vida) e escutar o silêncio (por vezes o bater do próprio coração é o único som) e olhar o horizonte. ver o sol (e os astros) a rodarem na sua "coreografia" cósmica...

Dumoc
“Child” of the Universe in the Earth year 2013

____________________________________________________

pode também gostar de:





sábado, 16 de março de 2013

LUZ EM CAMARA LENTA

FEMTO CAMERA


Assista ao vídeo para ver (literalmente) pulsos de luz em movimento, LENTAMENTE!


E um pouco de matemática para quem gosta (eu espero que todos).

A luz viaja a 300.000 km / s  no vácuo,

o mesmo que 300.000.000 metros / segundo,
 ou 300.000.000.000 mm / seg.
Esta câmera pode capturar (obturar) em
0,000.000.000.001 do segundo.
Dividindo estes dados,
 descobrimos que esta câmera pode abrandar a velocidade da luz
 até 0.3mm/frame!
 Assim, cada quadro mostra a luz movendo-se a
 menos de meio milímetro!!!!

Esta Camera não está a tomar trilhões de quadros por segundo,
mas é ela que nos permite ver como a luz viaja.

Permite-nos através duma sincronização precisa muito inteligente,
 compor mais tarde um stop motion com triliões de frames...
... e ver como a luz realmente viaja, NÃO SE TRATA DUMA SIMULAÇÃO.

Vi este video muitas vezes,
pois ele mostra tão obviamente que a luz,
cria formas a partir de esferas (ondas) .

Depois de ver isto, na verdade, tendo a assumir
que o universo inteiro - incluindo nós - 
 tem uma natureza subjacente holográfica.
Que se revela sómente quando assim é exigido


Isto é um pouco especulativo, mas em todos os hologramas,
o todo está contido em cada parte.

Estou muito curioso sobre o futuro desenvolvimento desta técnica.

Estou muito impressionado e agora é o tempo para a sua divulgação!

___________________________________________
poderá gostar também de:

WALT DISNEY 

O Universo Invisível




sábado, 19 de janeiro de 2013

ILUSÕES OPTICAS



Uma ilusão que funciona com o ângulo em que a cena é filmada, desta vez para dar a impressão de que há um objecto tridimensional flutuando no ar.


Certamente já passou algum tempo olhando para uma lâmpada acesa e quando tentou olhar para outro lado, percebeu que ainda tinha ficado um tipo de “lâmpada fantasma” na sua visão.
 Para entender melhor, observe o ponto preto no vídeo sem mudar o seu foco. Após alguns segundos, uma versão a preto e branco da mesma imagem é mostrada, mas  poderá ver todas as cores.

Usando uma técnica conhecida como afterimage (persistência) o vídeo faz com que a versão negativa (com cores invertidas) duma foto fique “marcada” na sua retina por alguns segundos.
Mas existe um problema: embora a nossa visão deixe essa marca, ela não a gera duma forma nítida.

Para contornar isso, a mesma imagem sem cor, mas nítida, é mostrada. Assim, ao olhar para ela, a combinação da persistência com a foto a preto e branco gera uma figura perfeita e colorida.

____________________________________________________________
poderá gostar também de:

100.000 LED's AZUIS









A Natureza é Psicadélica

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A escala do Universo








Para ver um video Fantástico acerca da escala do Universo clique no link em baixo

Dos Himalaias ao BIG BANG
uma viagem fantástica!



The Known Universe takes viewers from the Himalayas through our atmosphere and the inky black of space to the afterglow of the Big Bang. Every star, planet, and quasar seen in the film is possible because of the world's most complete four-dimensional map of the universe, the Digital Universe Atlas that is maintained and updated by astrophysicists at the American Museum of Natural History. The new film, created by the Museum, is part of an exhibition, Visions of the Cosmos: From the Milky Ocean to an Evolving Universe, at the Rubin Museum of Art in Manhattan through May 2010.


Director: Carter Emmart

Curator: Ben R. Oppenheimer

Producer: Michael Hoffman

Executive Producer: Ro Kinzler

Co-Executive Producer: Martin Brauen

Manager, Digital Universe Atlas: Brian Abbott

Music: Suke Cerulo

For more information visit http://www.amnh.org

Categoria:

Ciência e tecnologia


terça-feira, 1 de novembro de 2011

A Natureza é Psicadélica



Imagens de uma tempestade geo-magnetica ocorrida na camada superior da atmosfera Terrestre.

Trabalhando com dados captados atarvés do feixe de Rádio CARISMA e interpretados como AUDIO, ouvimos estalidos e ressonâncias causadas pelo embate do vento solar, capturado na frequência de 20 Hertz.

Geradas directamente pelo som, tangíveis e esculturais, emergem sugestivas formas de visualizações científicas. Á medida que diferentes frequências interagem, emergem padrões complexos que criam fenómenos de interferência que testam os limites da nossa percepção.


O resultado é algo de espantoso que merece ser visto.
Ao assistir, sinto-me como uma personagem de JG Ballard, isolado e naufragado nas orbitas longínquas de algum planeta inabitado.


Façam por ver no modo full screen...

___________________________________

pode também gostar de:


Projecto







O Raio Verde

sábado, 4 de setembro de 2010

NASA quer entrar na atmosfera do Sol

o sonho de Ícaro, que era o de chegar à origem (o Sol era uma divindade na antiguidade) que proporciou a base existencial do sistema que mais tarde permitiu o suporte da vida e da sua evolução até ao estado de consciência actual que permite esta exploração espacial, vai ser realidade!Que longo caminho foi percorrido, podemos chegar tão lonje porque caminhamos nos ombros dos gigantes que nos precederam e desbravaram caminho para nós. Se ao menos podessemos (e soubessemos) gerir o nosso planeta e as sociedades tão eficazmente como o fazemos com o conhecimento que vamos adquirindo...
http://www.publico.pt/Ciências/nasa-quer-entrar-na-atmosfera-do-sol_1454338#Comentarios

domingo, 8 de agosto de 2010

O Raio Verde

Em certos Por do Sol, quando não há nuvens e se consegue ter uma vista nítida da linha do horizonte a Oeste, talvez consiga ver um estranho, raro e inspirador efeito "pirotécnico".

No preciso momento que a ultima porção do arco superior do disco solar toca a linha do horizonte, os comprimentos de onda mais longos da luz solar, os Vermelhos, já se "puseram" e a maioria dos comprimentos de onda da luz, os Laranjas e os Amarelos são absorvidos pela atmosfera.
Se também acontecer que haja camadas invertidas de ar morno e frio por cima suficientes para produzirem alguma turbulência, isso irá dispersar para cima os comprimentos de onda mais curtos da luz, os Azuis, Índigo e Violeta, ficando somente o comprimento de onda VERDE.


Produzindo um vivo e deslumbrante Flash de luz verde.


Pestaneje e perdê-lo-á
Veja-o e sentir-se-á inspirado e transformado.







"À beira-mar, quando o sol cai no poente 

(como um gladiador ensanguentado 

que tomba envolto no reflexo ardente 

de um velário de púrpura e brocado) 

emite um raio verde, - adeus alado, 

lucilação final de um fogo ingente. 

Sombras depois... E enfim, no céu magoado 

abre seu pálio a Noite, lentamente... 

Este livrinho - em pôr-do-sol tristonho, 

sem o doirado rosicler da Esp'rança 

nem a bruma eucarística do Sonho - 

e o RAIO VERDE que o meu estro lança 

- pequenina esmeralda que eu deponho 

nas pequeninas mãos de uma criança..."

O Raio Verde, Campo Monteiro

(-últimos versos-) 1933

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Algo no meio do Nada


Falar de NADA é NADA trivial, se me perdoarem a redundância.


Exemplo.

Se o núcleo atómico tivesse 1cm de diâmetro, então o electrão, que completa o átomo, estaria a 1km de distância do núcleo.
E entre o núcleo e a periferia do átomo? O que existe lá? NADA!

Entre a Terra e o Sol, existe uma distância de 150milhões de KM, mas o que existe entre nós e o Sol?
Dois planetas, mais alguma poeira cósmica.
Podemos designar o espaço entre nós e o astro rei com um simplório NADA!

Agora, pare e pense.
Aonde vivemos? Na Terra!
E onde está ela? no meio do NADA!
Do que somos feitos? De átomos! E eles? São feitos de quê? de NADA!
Então quando sentires aquele vazio dentro de ti, acredita, ele realmente está lá!
Quando olhares para as estrelas no céu e achares que estás no meio do NADA, pois é...
acertou mais uma vez!

Podemos concluir que somos NADA, vivendo no meio do NADA!
Que depre esse papo ein?! Total,
mas o meu ponto é:
Não podemos saber o que somos, se não soubermos do que somos feitos.
Não podemos saber o que queremos, se não soubermos o nosso lugar no mundo.
Eu tenho 53 anos e pergunto (quase) todos os dias: aonde estarei daqui a um ano?
daqui a uma década?
daqui a um século?
Acredito também que não podemos saber para onde vamos, se não soubermos de onde viemos,
mas isso pode ficar para depois...

É de nada que somos feitos e é no meio do nada que vivemos, então para quê matar a cabeça a pensar? Para não sermos nada no meio do nada! para tentar fazer esse pedaço de nada um pouco melhor, para que o nada que existe dentro de nós possa ser preenchido com sentimentos bons construtivos e positivos.

Bem, parece-me que consegui demonstrar o meu ponto de vista a respeito de NADA.



"Só duas coisas são infinitas, o universo e a ignorância humana

e quanto à primeira não tenho bem a certeza”

(Albert Einstein)